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Painel: ser encontrado, imagem e vídeo

O painel de encerramento do dia: o agente de atendimento e o que o cliente oculto encontrou, como ser achado no Google, a roupa como leitura, quanto postar, live diária, TikTok, ângulo e lente.

Negócio Tema 16 de 16 Sábado, 31/10, 18h35 às 19h15 40 min de fala leitura de 13 min

Proporção clássica esculpida em mármore
2x ou 4xa câmera de zoom indicada para gravar pessoas
0.5a lente que distorce as bordas: não gravar pessoas nela
3 vídeospor dia: pode funcionar, mas não é regra
Ariane · Ricardo Freitas · Dan · Tomás (Agência Diamante) · Douglas Scornavaca (Magu)Painel de encerramento do dia
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O tema em 6 linhas
  1. AtendimentoUm painel no lugar de duas falas, a página de presente e o teste do atendimento das clínicas.
  2. Ser encontradoNum mercado inflado, é preciso se mostrar; no Google, o protocolo vira palavra-chave.
  3. Imagem e vídeoQuem olha está lendo você; gravar depois da consulta; retorno vale mais que volume.
  4. ConstânciaLive todos os dias, fora do atendimento, e o TikTok como lugar onde o paciente procura.
  5. CâmeraUm vídeo bonito chama a atenção; com estratégia, posiciona. Ângulo, lente 0.5 e zoom.
  6. EncerramentoAgradecimento à mesa, o recado para o dia seguinte e a chancela do Dr. Lucas sobre o processo.
O essencial
  1. O agente de atendimento e o que o cliente oculto encontrou

    A Agência Diamante se passou por paciente nas clínicas dos participantes: o atendimento demora muito, e alguns números usados no teste chegaram a ser bloqueados. Com a concorrência alta, a rapidez conta. O agente de atendimento marca a consulta em tempo real, e cada participante recebeu um já preparado com os dados da própria clínica.

  2. Mercado inflado e o protocolo como palavra-chave

    Num mercado inflado de profissionais, não basta ser, tem que parecer: é preciso mostrar o que se sabe fazer para ser encontrado. No Google, pôr o nome do protocolo no site, manter o perfil completo, com serviços, catálogo e agendamento, postar no feed do Google e pedir avaliações em que o paciente diga o que fez.

  3. A roupa também comunica

    A roupa é uma troca de informações: quem olha, seja paciente, parceiro ou funcionário, está lendo você pelo jeito como você se veste. Em vez de copiar o que se vê na internet, é preciso entender o que se busca. A alfaiataria moderna, calça de alfaiataria com blazer, põe a pessoa na frente da roupa; o terno a esconde atrás dela.

  4. Gravar logo depois da consulta, com ângulo e lente certos

    O melhor momento para gravar é logo depois de uma consulta, com o celular, respondendo às perguntas que o paciente fez, porque ali está uma grande dor. Para gravar pessoas: de cima para baixo diminui quem aparece, a lente 0.5 distorce as bordas, e na câmera de zoom, no 2x ou no 4x, "todo mundo fica mais bonito".

  5. Retorno vale mais que volume

    Postar três vídeos por dia pode funcionar, mas não é regra. O vídeo que viraliza costuma trazer audiência desqualificada e curiosa; a métrica que importa é a que vende, "a métrica que paga a conta". E cada um deve respeitar o próprio tom de voz: não adianta uma pessoa serena entrar no vídeo gritando.

  6. Live todos os dias e o TikTok como busca

    Uma live isolada não vale nada: a sugestão é abrir live todos os dias, fora do horário de atendimento, com os assuntos da semana, sabendo que no começo entra pouca gente; é a continuidade que traz resultado. E o TikTok virou plataforma de busca: a audiência é a mesma, só mudou o canal.

Contexto

Último bloco do sábado, 31 de outubro, das 18:35 às 19:15, depois do café da tarde. As duas interações previstas para o fim do dia viraram um só painel de perguntas e respostas, conduzido por Douglas Scornavaca, o Magu, sócio do Dr. Lucas, com Ariane, que trabalha há 14 anos com marcas na saúde, o alfaiate Ricardo Freitas, de estratégia de imagem, Dan, especialista em vídeo, e Tomás, da Agência Diamante, que preparou o agente de atendimento entregue aos participantes. A conversa levou para a rotina da clínica o que o tema anterior abriu, ser encontrado pelo paciente, cuidar da imagem e gravar com estratégia, e as ideias são do painel como um todo. O dia terminou com a despedida do Dr. Lucas e o recado para o dia seguinte.

Em detalhe
01Atendimento

O convite, o agente de atendimento e o que o cliente oculto encontrou

Já de noite, as duas interações previstas para o fim do dia viraram uma só, para não ficar cansativo: um painel de perguntas e respostas, "meio podcast", com a plateia convidada a participar. A mesa reuniu quem cuida de quatro frentes do trabalho do Dr. Lucas: marca e posicionamento na saúde, alfaiataria e estratégia de imagem, vídeo, e atendimento e presença digital. Foi lembrado que a pessoa carrega o próprio nome e o da empresa, e que o valor da imagem deve virar o valor do conteúdo.

Cada participante recebeu um convite com QR Code. Lido no celular, ele abre três janelas, ou duas para quem já tem landing page, a página própria na internet. Foi anunciada, como presente da Agência Diamante, uma landing page para os médicos do evento que ainda não têm uma, com marca própria, fotos próprias e todas as unidades em que atendem, em retribuição à oportunidade dada pelo Dr. Lucas; a equipe da agência entraria em contato. No palco, foi contado que a equipe do Dr. Lucas passou por três ou quatro empresas de agente de atendimento até esse resolver o problema, e que, como tudo o que foi mostrado no evento, nada é obrigatório: é uma possibilidade aberta aos parceiros e estendida aos participantes.

01O que o teste levantou

A equipe da agência se passou por paciente, como cliente oculto, e levantou em cada clínica o nome da atendente, o valor da consulta e a forma de abordar e de cobrar a consulta.

02Tempo de resposta

O atendimento demora muito. Com a concorrência muito grande, a rapidez conta, e o agente de atendimento marca a consulta em tempo real.

03Números bloqueados

Foram usados cinco números diferentes, com DDD diferente, e houve bloqueio. Quem foi avaliado ficou em sigilo no palco, "para não ser inconveniente"; a sugestão foi dar esse retorno a cada médico no particular, porque às vezes quem investe na equipe não sabe o que acontece no atendimento.

04O agente de cada um

Quem conversar com o agente pelo QR Code verá o nome da sua atendente, o valor da sua consulta, o que ela inclui e até a chave Pix da clínica.

Como tudo que a gente mostrou aqui, nada é obrigatório.

Dito às 18h44
02Ser encontrado

Mercado inflado e como ser achado no Google

Perguntado sobre as maiores dificuldades da medicina hoje, além das questões com os conselhos, o painel apontou um mercado inflado de profissionais, com concorrência muito grande. Por isso importa se capacitar tecnicamente para ficar acima de quem faz o básico e ter consciência de mostrar tudo o que se sabe fazer, para que os pacientes encontrem o médico. A queixa mais ouvida dos médicos é que está cada vez mais difícil atrair paciente novo e cobrar o quanto se quer; nos trabalhos de posicionamento, às vezes o básico da comunicação da clínica não está bem executado, como o cliente oculto mostrou. Bons profissionais talvez não estejam faturando o quanto deveriam. Daí a frase: não basta ser, tem que parecer, porque há quem nem seja tão bom, mas se mostre muito bem.

Para ser achado no Google, a indicação foi pôr o nome do protocolo no site. O Google lê as palavras-chave e as tags e indica o profissional mais próximo de quem busca: com Renascence®, protocolo Michelangelo® e até o nome do Dr. Lucas, e com o posicionamento certo, a chance de aparecer na busca orgânica da região é muito grande. Muita gente não sabe que o Google também tem feed, como o Instagram e o Facebook: quanto mais postagens ali com o nome do protocolo, mais fácil aparecer. Nas avaliações, vale pedir ao paciente que escreva o que fez, por exemplo que fez o protocolo Michelangelo® com o doutor e achou fantástico, porque isso vira a palavra-chave que faz o médico aparecer. É "um simples que interessa", e foi oferecida orientação a cada participante pelo WhatsApp.

  1. 1

    Pôr o nome do protocolo no site, como palavra-chave, para aparecer para quem busca na região.

  2. 2

    Ter no perfil do Google os protocolos e os serviços, com catálogo e opção de agendamento.

  3. 3

    Postar no feed do Google citando o nome do protocolo.

  4. 4

    Pedir ao paciente uma avaliação que diga o que ele fez.

Não basta ser, tem que parecer também.

Dito às 18h49
03Imagem e vídeo

A roupa como leitura, o melhor momento para gravar e a métrica que importa

Com cada vez mais médicos se posicionando e postando, cresce o interesse pela imagem, mas algumas coisas se perdem, a começar por entender a roupa que se deve usar, porque cada um tem a sua proposta. Muita gente vê vídeos na internet e quer se vestir daquele jeito, "mas não é assim": é preciso entender o que se está buscando. A roupa é uma troca de informações, e quem olha, seja paciente, parceiro ou funcionário, está lendo você pelo jeito como você se veste. Às vezes a pessoa se perde nisso, muito preocupada com o conteúdo, e cada um tem a sua construção.

3 vídeospor dia: pode funcionar, mas não é regra

Sobre vídeo, foi lembrado que a clínica do Dr. Lucas usa dois tipos: um mais cinematográfico, que tende a demorar mais, e outro para tráfego pago, mais simples e mais direto, com outra linguagem. O melhor momento para o médico gravar é logo depois de uma consulta: pegar o celular, abrir a câmera frontal e gravar, principalmente as principais perguntas que o paciente fez, porque o que ele perguntou ali é, com certeza, uma grande dor. Já os vídeos estratégicos, cinematográficos, como os fixados no perfil do Dr. Lucas, constroem o posicionamento: quem ainda não conhece o médico consegue validá-lo por eles, e eles pedem alguém que entenda de ângulo e de movimento.

Perguntada sobre a frequência e o tipo de vídeo, a plateia citou postagem diária, antes e depois e caixinha de perguntas. No painel, ter retorno foi considerado mais importante do que volume: postar três vídeos por dia pode funcionar, mas não é regra. A pergunta é se o resultado esperado é visualização e seguidor ou quem compra o serviço, porque o vídeo que viraliza costuma trazer uma audiência desqualificada e curiosa. A métrica que importa é a que vende, e por isso o Dr. Lucas não tem intenção de viralizar: faz vídeo de reação sobre um assunto ou outro, mas não de polêmica. São abordagens diferentes, e não se trata de falar mal das outras.

01Tom de voz

Cada um precisa entender o próprio tom de voz e o que a roupa e as referências comunicam. Não adianta pedir a uma pessoa serena que entre no vídeo gritando só porque a internet diz que aquele conteúdo traz resultado.

02Sem cortes ou com edição

Hoje se fala muito em abrir a câmera e falar sem cortes e sem edição, e isso é legal. Mas nem todo mundo se comunica como os grandes comunicadores da internet, e por isso existem outros tipos de conteúdo, trabalhados na edição.

03A roupa no vídeo

A primeira dica é entender o que aquele conteúdo quer passar e pensar a roupa a partir disso.

04Alfaiataria moderna

Hoje o informal está na alfaiataria. De terno e gravata, o médico lembra um advogado; a alfaiataria moderna, com calça de alfaiataria e blazer, mostra quem ele é. O terno esconde a pessoa atrás da roupa; o casual chique a põe na frente.

A métrica que importa é a métrica que vende. É a métrica que paga a conta.

Dito às 18h58
04Constância

Live diária, continuidade e o TikTok como busca

Um médico da plateia perguntou como seria a estratégia de live citada. A resposta: os médicos têm conteúdo na ponta da língua, e, sobre o medo de abrir a câmera, o exemplo foi o de um podcast que hoje tem quatro anos e estreou com quatro pessoas. Uma live por si só não vale nada. A sugestão é abrir live todos os dias, num horário fora do atendimento (o exemplo foi do meio-dia ao meio-dia e meia), sabendo que no começo entra pouca gente, e falar dos assuntos da semana, como lipedema, emagrecimento e o problema e o perigo das canetas vindas do Paraguai. Se a live fechar uma consulta, já vale a pena, porque quem assiste passa a confiar no médico. Tudo o que a equipe faz, foi dito, é para fechar consulta e protocolo, além de educar: "o funil é sempre pra venda". E o que conta é a continuidade.

O painel também pediu atenção ao TikTok, que tem entrado como plataforma de busca, e não só de entretenimento. A audiência continua a mesma, só mudou o canal: quem antes comprava receitas na banca de revista hoje as busca no TikTok. As pessoas jogam perguntas ali e recebem tutoriais rápidos; quem pesquisar, por exemplo, que protocolo desenha o corpo pode encontrar, dependendo da localização, um concorrente da região em vez do médico. Também dá para fazer live no TikTok, que entrega muito, porque a plataforma quer manter as pessoas dentro dela e mostra o conteúdo para quem faz sentido, mesmo que não siga o perfil. Em live conjunta, não se deve citar a outra rede pelo nome, para a transmissão não ser derrubada: fala-se em "rede vizinha".

Vou fazer uma live e isso vai salvar minha vida. Não vai. É a continuidade.

Dito às 19h04
05Câmera

Os dois vídeos e a lição do ângulo e da lente

Perto do fim, dois vídeos foram exibidos, com problemas de som, e a plateia foi perguntada se sentia diferença entre um e outro; o segundo foi achado bem melhor. A lição: um vídeo bonito chama a atenção, com estratégia ele posiciona, e se posicionar faz o médico ser lembrado. Para gravar um vídeo assim, é preciso entender de ângulo. Gravar alguém de cima para baixo diminui quem aparece, como nos filmes, em que quem perde é mostrado de cima para baixo. Parece coisa boba do dia a dia, mas posiciona, e deve ser usado com estratégia.

2x ou 4xa câmera de zoom indicada para gravar pessoas
0.5a lente que distorce as bordas: não gravar pessoas nela

A dica para quem grava pessoas é não usar a lente 0.5: ela distorce totalmente as bordas, e, numa foto de alguém sentado na praia, o pé fica gigantesco. A primeira regra é usar a câmera de zoom, no 2x ou no 4x, e pedir que outra pessoa grave, porque "todo mundo fica mais bonito nessa câmera"; no palco, o mesmo enquadramento foi mostrado nas duas lentes. Foi dito que daria para falar disso o dia inteiro.

Lente e ângulo para gravar pessoas
0.5

Distorce totalmente as bordas: numa foto de alguém sentado na praia, o pé fica gigantesco. Não usar para gravar pessoas.

2x ou 4x

A primeira regra é usar a câmera de zoom e pedir que outra pessoa grave: "todo mundo fica mais bonito nessa câmera".

Ângulo também posiciona: gravar alguém de cima para baixo diminui quem aparece.

Um vídeo bonito chama a atenção. E com estratégia, ele te posiciona. E te posicionar te faz ser lembrado.

Dito às 19h10
06Encerramento

O fim do dia 1 e o recado para o dia 2

No fim, os convidados do painel foram agradecidos e veio o recado para o dia seguinte: vir confortável e de tênis; haveria scrub no local e muito trabalho. Na despedida, foi reforçado que tudo o que se repartiu ali é o que se usa de fato, e que quem esteve no palco é a equipe por trás do conteúdo e do evento do Dr. Lucas.

Também foi reforçado que todo o processo apresentado no Arte Suprema tem a chancela do Dr. Lucas e é controlado e vistoriado de forma médica. Toda vez que surge algo novo, é preciso essa base, e só se entrega o que faz sentido. Para qualquer dúvida, ele estará por trás de todo o processo, e o recado final foi de que todos ainda iam se ver muito.

Tudo que a gente criou tem a minha chancela.

Dito às 19h14
Perguntas da plateia
  1. P.Qual seria a estratégia de live citada no painel?
    R.Abrir live todos os dias, num horário fora do atendimento, falando dos assuntos da semana, como lipedema, emagrecimento e o perigo das canetas vindas do Paraguai. No começo entra pouca gente; uma live isolada não vale nada, e o que traz resultado é a continuidade. Se uma live fechar uma consulta, já vale a pena.
Linha do tempo
  1. As duas interações previstas viram um só painel de perguntas e respostas, com marca, imagem, vídeo e atendimento à mesa.

  2. O convite com QR Code, a landing page de presente e o agente de atendimento de cada participante.

  3. O que o cliente oculto encontrou nas clínicas: demora no atendimento e números bloqueados.

  4. O maior desafio: um mercado inflado de profissionais e a consciência de se mostrar.

  5. Como ser achado no Google: o protocolo como palavra-chave, o feed e as avaliações.

  6. A roupa como leitura e o melhor momento para gravar: logo depois da consulta.

  7. Quanto postar e a métrica que paga a conta; tom de voz, edição e roupa no vídeo.

  8. Pergunta da plateia sobre live: todos os dias, com continuidade; o TikTok como plataforma de busca.

  9. Os dois vídeos e a lição do ângulo e da lente.

  10. Encerramento do dia 1: recado para o dia 2 e a chancela do Dr. Lucas sobre todo o processo.

Termos
Cliente oculto

O teste em que a equipe da agência se passou por paciente nas clínicas dos participantes para ver o atendimento: nome da atendente, valor da consulta, forma de abordar e tempo de resposta.

Agente de atendimento

O que se costuma chamar de atendente, mas é um agente: conversa com o paciente e marca a consulta em tempo real. Cada participante recebeu um preparado com os dados da própria clínica.

Landing page

A página própria do médico na internet. A Agência Diamante ofereceu uma de presente, com marca, fotos e unidades de atendimento, a quem ainda não tem.

Rede vizinha

Como se fala da outra rede social numa live conjunta, sem dizer o nome, para a transmissão não ser derrubada.

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