- AtendimentoUm painel no lugar de duas falas, a página de presente e o teste do atendimento das clínicas.
- Ser encontradoNum mercado inflado, é preciso se mostrar; no Google, o protocolo vira palavra-chave.
- Imagem e vídeoQuem olha está lendo você; gravar depois da consulta; retorno vale mais que volume.
- ConstânciaLive todos os dias, fora do atendimento, e o TikTok como lugar onde o paciente procura.
- CâmeraUm vídeo bonito chama a atenção; com estratégia, posiciona. Ângulo, lente 0.5 e zoom.
- EncerramentoAgradecimento à mesa, o recado para o dia seguinte e a chancela do Dr. Lucas sobre o processo.
- O agente de atendimento e o que o cliente oculto encontrou
A Agência Diamante se passou por paciente nas clínicas dos participantes: o atendimento demora muito, e alguns números usados no teste chegaram a ser bloqueados. Com a concorrência alta, a rapidez conta. O agente de atendimento marca a consulta em tempo real, e cada participante recebeu um já preparado com os dados da própria clínica.
- Mercado inflado e o protocolo como palavra-chave
Num mercado inflado de profissionais, não basta ser, tem que parecer: é preciso mostrar o que se sabe fazer para ser encontrado. No Google, pôr o nome do protocolo no site, manter o perfil completo, com serviços, catálogo e agendamento, postar no feed do Google e pedir avaliações em que o paciente diga o que fez.
- A roupa também comunica
A roupa é uma troca de informações: quem olha, seja paciente, parceiro ou funcionário, está lendo você pelo jeito como você se veste. Em vez de copiar o que se vê na internet, é preciso entender o que se busca. A alfaiataria moderna, calça de alfaiataria com blazer, põe a pessoa na frente da roupa; o terno a esconde atrás dela.
- Gravar logo depois da consulta, com ângulo e lente certos
O melhor momento para gravar é logo depois de uma consulta, com o celular, respondendo às perguntas que o paciente fez, porque ali está uma grande dor. Para gravar pessoas: de cima para baixo diminui quem aparece, a lente 0.5 distorce as bordas, e na câmera de zoom, no 2x ou no 4x, "todo mundo fica mais bonito".
- Retorno vale mais que volume
Postar três vídeos por dia pode funcionar, mas não é regra. O vídeo que viraliza costuma trazer audiência desqualificada e curiosa; a métrica que importa é a que vende, "a métrica que paga a conta". E cada um deve respeitar o próprio tom de voz: não adianta uma pessoa serena entrar no vídeo gritando.
- Live todos os dias e o TikTok como busca
Uma live isolada não vale nada: a sugestão é abrir live todos os dias, fora do horário de atendimento, com os assuntos da semana, sabendo que no começo entra pouca gente; é a continuidade que traz resultado. E o TikTok virou plataforma de busca: a audiência é a mesma, só mudou o canal.
Último bloco do sábado, 31 de outubro, das 18:35 às 19:15, depois do café da tarde. As duas interações previstas para o fim do dia viraram um só painel de perguntas e respostas, conduzido por Douglas Scornavaca, o Magu, sócio do Dr. Lucas, com Ariane, que trabalha há 14 anos com marcas na saúde, o alfaiate Ricardo Freitas, de estratégia de imagem, Dan, especialista em vídeo, e Tomás, da Agência Diamante, que preparou o agente de atendimento entregue aos participantes. A conversa levou para a rotina da clínica o que o tema anterior abriu, ser encontrado pelo paciente, cuidar da imagem e gravar com estratégia, e as ideias são do painel como um todo. O dia terminou com a despedida do Dr. Lucas e o recado para o dia seguinte.
O convite, o agente de atendimento e o que o cliente oculto encontrou
Já de noite, as duas interações previstas para o fim do dia viraram uma só, para não ficar cansativo: um painel de perguntas e respostas, "meio podcast", com a plateia convidada a participar. A mesa reuniu quem cuida de quatro frentes do trabalho do Dr. Lucas: marca e posicionamento na saúde, alfaiataria e estratégia de imagem, vídeo, e atendimento e presença digital. Foi lembrado que a pessoa carrega o próprio nome e o da empresa, e que o valor da imagem deve virar o valor do conteúdo.
Cada participante recebeu um convite com QR Code. Lido no celular, ele abre três janelas, ou duas para quem já tem landing page, a página própria na internet. Foi anunciada, como presente da Agência Diamante, uma landing page para os médicos do evento que ainda não têm uma, com marca própria, fotos próprias e todas as unidades em que atendem, em retribuição à oportunidade dada pelo Dr. Lucas; a equipe da agência entraria em contato. No palco, foi contado que a equipe do Dr. Lucas passou por três ou quatro empresas de agente de atendimento até esse resolver o problema, e que, como tudo o que foi mostrado no evento, nada é obrigatório: é uma possibilidade aberta aos parceiros e estendida aos participantes.
A equipe da agência se passou por paciente, como cliente oculto, e levantou em cada clínica o nome da atendente, o valor da consulta e a forma de abordar e de cobrar a consulta.
O atendimento demora muito. Com a concorrência muito grande, a rapidez conta, e o agente de atendimento marca a consulta em tempo real.
Foram usados cinco números diferentes, com DDD diferente, e houve bloqueio. Quem foi avaliado ficou em sigilo no palco, "para não ser inconveniente"; a sugestão foi dar esse retorno a cada médico no particular, porque às vezes quem investe na equipe não sabe o que acontece no atendimento.
Quem conversar com o agente pelo QR Code verá o nome da sua atendente, o valor da sua consulta, o que ela inclui e até a chave Pix da clínica.
Dito às 18h44Como tudo que a gente mostrou aqui, nada é obrigatório.
Mercado inflado e como ser achado no Google
Perguntado sobre as maiores dificuldades da medicina hoje, além das questões com os conselhos, o painel apontou um mercado inflado de profissionais, com concorrência muito grande. Por isso importa se capacitar tecnicamente para ficar acima de quem faz o básico e ter consciência de mostrar tudo o que se sabe fazer, para que os pacientes encontrem o médico. A queixa mais ouvida dos médicos é que está cada vez mais difícil atrair paciente novo e cobrar o quanto se quer; nos trabalhos de posicionamento, às vezes o básico da comunicação da clínica não está bem executado, como o cliente oculto mostrou. Bons profissionais talvez não estejam faturando o quanto deveriam. Daí a frase: não basta ser, tem que parecer, porque há quem nem seja tão bom, mas se mostre muito bem.
Para ser achado no Google, a indicação foi pôr o nome do protocolo no site. O Google lê as palavras-chave e as tags e indica o profissional mais próximo de quem busca: com Renascence®, protocolo Michelangelo® e até o nome do Dr. Lucas, e com o posicionamento certo, a chance de aparecer na busca orgânica da região é muito grande. Muita gente não sabe que o Google também tem feed, como o Instagram e o Facebook: quanto mais postagens ali com o nome do protocolo, mais fácil aparecer. Nas avaliações, vale pedir ao paciente que escreva o que fez, por exemplo que fez o protocolo Michelangelo® com o doutor e achou fantástico, porque isso vira a palavra-chave que faz o médico aparecer. É "um simples que interessa", e foi oferecida orientação a cada participante pelo WhatsApp.
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Pôr o nome do protocolo no site, como palavra-chave, para aparecer para quem busca na região.
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Ter no perfil do Google os protocolos e os serviços, com catálogo e opção de agendamento.
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Postar no feed do Google citando o nome do protocolo.
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Pedir ao paciente uma avaliação que diga o que ele fez.
Não basta ser, tem que parecer também.
A roupa como leitura, o melhor momento para gravar e a métrica que importa
Com cada vez mais médicos se posicionando e postando, cresce o interesse pela imagem, mas algumas coisas se perdem, a começar por entender a roupa que se deve usar, porque cada um tem a sua proposta. Muita gente vê vídeos na internet e quer se vestir daquele jeito, "mas não é assim": é preciso entender o que se está buscando. A roupa é uma troca de informações, e quem olha, seja paciente, parceiro ou funcionário, está lendo você pelo jeito como você se veste. Às vezes a pessoa se perde nisso, muito preocupada com o conteúdo, e cada um tem a sua construção.
Sobre vídeo, foi lembrado que a clínica do Dr. Lucas usa dois tipos: um mais cinematográfico, que tende a demorar mais, e outro para tráfego pago, mais simples e mais direto, com outra linguagem. O melhor momento para o médico gravar é logo depois de uma consulta: pegar o celular, abrir a câmera frontal e gravar, principalmente as principais perguntas que o paciente fez, porque o que ele perguntou ali é, com certeza, uma grande dor. Já os vídeos estratégicos, cinematográficos, como os fixados no perfil do Dr. Lucas, constroem o posicionamento: quem ainda não conhece o médico consegue validá-lo por eles, e eles pedem alguém que entenda de ângulo e de movimento.
Perguntada sobre a frequência e o tipo de vídeo, a plateia citou postagem diária, antes e depois e caixinha de perguntas. No painel, ter retorno foi considerado mais importante do que volume: postar três vídeos por dia pode funcionar, mas não é regra. A pergunta é se o resultado esperado é visualização e seguidor ou quem compra o serviço, porque o vídeo que viraliza costuma trazer uma audiência desqualificada e curiosa. A métrica que importa é a que vende, e por isso o Dr. Lucas não tem intenção de viralizar: faz vídeo de reação sobre um assunto ou outro, mas não de polêmica. São abordagens diferentes, e não se trata de falar mal das outras.
Cada um precisa entender o próprio tom de voz e o que a roupa e as referências comunicam. Não adianta pedir a uma pessoa serena que entre no vídeo gritando só porque a internet diz que aquele conteúdo traz resultado.
Hoje se fala muito em abrir a câmera e falar sem cortes e sem edição, e isso é legal. Mas nem todo mundo se comunica como os grandes comunicadores da internet, e por isso existem outros tipos de conteúdo, trabalhados na edição.
A primeira dica é entender o que aquele conteúdo quer passar e pensar a roupa a partir disso.
Hoje o informal está na alfaiataria. De terno e gravata, o médico lembra um advogado; a alfaiataria moderna, com calça de alfaiataria e blazer, mostra quem ele é. O terno esconde a pessoa atrás da roupa; o casual chique a põe na frente.
Dito às 18h58A métrica que importa é a métrica que vende. É a métrica que paga a conta.
Live diária, continuidade e o TikTok como busca
Um médico da plateia perguntou como seria a estratégia de live citada. A resposta: os médicos têm conteúdo na ponta da língua, e, sobre o medo de abrir a câmera, o exemplo foi o de um podcast que hoje tem quatro anos e estreou com quatro pessoas. Uma live por si só não vale nada. A sugestão é abrir live todos os dias, num horário fora do atendimento (o exemplo foi do meio-dia ao meio-dia e meia), sabendo que no começo entra pouca gente, e falar dos assuntos da semana, como lipedema, emagrecimento e o problema e o perigo das canetas vindas do Paraguai. Se a live fechar uma consulta, já vale a pena, porque quem assiste passa a confiar no médico. Tudo o que a equipe faz, foi dito, é para fechar consulta e protocolo, além de educar: "o funil é sempre pra venda". E o que conta é a continuidade.
O painel também pediu atenção ao TikTok, que tem entrado como plataforma de busca, e não só de entretenimento. A audiência continua a mesma, só mudou o canal: quem antes comprava receitas na banca de revista hoje as busca no TikTok. As pessoas jogam perguntas ali e recebem tutoriais rápidos; quem pesquisar, por exemplo, que protocolo desenha o corpo pode encontrar, dependendo da localização, um concorrente da região em vez do médico. Também dá para fazer live no TikTok, que entrega muito, porque a plataforma quer manter as pessoas dentro dela e mostra o conteúdo para quem faz sentido, mesmo que não siga o perfil. Em live conjunta, não se deve citar a outra rede pelo nome, para a transmissão não ser derrubada: fala-se em "rede vizinha".
Dito às 19h04Vou fazer uma live e isso vai salvar minha vida. Não vai. É a continuidade.
Os dois vídeos e a lição do ângulo e da lente
Perto do fim, dois vídeos foram exibidos, com problemas de som, e a plateia foi perguntada se sentia diferença entre um e outro; o segundo foi achado bem melhor. A lição: um vídeo bonito chama a atenção, com estratégia ele posiciona, e se posicionar faz o médico ser lembrado. Para gravar um vídeo assim, é preciso entender de ângulo. Gravar alguém de cima para baixo diminui quem aparece, como nos filmes, em que quem perde é mostrado de cima para baixo. Parece coisa boba do dia a dia, mas posiciona, e deve ser usado com estratégia.
A dica para quem grava pessoas é não usar a lente 0.5: ela distorce totalmente as bordas, e, numa foto de alguém sentado na praia, o pé fica gigantesco. A primeira regra é usar a câmera de zoom, no 2x ou no 4x, e pedir que outra pessoa grave, porque "todo mundo fica mais bonito nessa câmera"; no palco, o mesmo enquadramento foi mostrado nas duas lentes. Foi dito que daria para falar disso o dia inteiro.
Distorce totalmente as bordas: numa foto de alguém sentado na praia, o pé fica gigantesco. Não usar para gravar pessoas.
A primeira regra é usar a câmera de zoom e pedir que outra pessoa grave: "todo mundo fica mais bonito nessa câmera".
Dito às 19h10Um vídeo bonito chama a atenção. E com estratégia, ele te posiciona. E te posicionar te faz ser lembrado.
O fim do dia 1 e o recado para o dia 2
No fim, os convidados do painel foram agradecidos e veio o recado para o dia seguinte: vir confortável e de tênis; haveria scrub no local e muito trabalho. Na despedida, foi reforçado que tudo o que se repartiu ali é o que se usa de fato, e que quem esteve no palco é a equipe por trás do conteúdo e do evento do Dr. Lucas.
Também foi reforçado que todo o processo apresentado no Arte Suprema tem a chancela do Dr. Lucas e é controlado e vistoriado de forma médica. Toda vez que surge algo novo, é preciso essa base, e só se entrega o que faz sentido. Para qualquer dúvida, ele estará por trás de todo o processo, e o recado final foi de que todos ainda iam se ver muito.
Dito às 19h14Tudo que a gente criou tem a minha chancela.
- P.Qual seria a estratégia de live citada no painel?R.Abrir live todos os dias, num horário fora do atendimento, falando dos assuntos da semana, como lipedema, emagrecimento e o perigo das canetas vindas do Paraguai. No começo entra pouca gente; uma live isolada não vale nada, e o que traz resultado é a continuidade. Se uma live fechar uma consulta, já vale a pena.
As duas interações previstas viram um só painel de perguntas e respostas, com marca, imagem, vídeo e atendimento à mesa.
O convite com QR Code, a landing page de presente e o agente de atendimento de cada participante.
O que o cliente oculto encontrou nas clínicas: demora no atendimento e números bloqueados.
O maior desafio: um mercado inflado de profissionais e a consciência de se mostrar.
Como ser achado no Google: o protocolo como palavra-chave, o feed e as avaliações.
A roupa como leitura e o melhor momento para gravar: logo depois da consulta.
Quanto postar e a métrica que paga a conta; tom de voz, edição e roupa no vídeo.
Pergunta da plateia sobre live: todos os dias, com continuidade; o TikTok como plataforma de busca.
Os dois vídeos e a lição do ângulo e da lente.
Encerramento do dia 1: recado para o dia 2 e a chancela do Dr. Lucas sobre todo o processo.
O teste em que a equipe da agência se passou por paciente nas clínicas dos participantes para ver o atendimento: nome da atendente, valor da consulta, forma de abordar e tempo de resposta.
O que se costuma chamar de atendente, mas é um agente: conversa com o paciente e marca a consulta em tempo real. Cada participante recebeu um preparado com os dados da própria clínica.
A página própria do médico na internet. A Agência Diamante ofereceu uma de presente, com marca, fotos e unidades de atendimento, a quem ainda não tem.
Como se fala da outra rede social numa live conjunta, sem dizer o nome, para a transmissão não ser derrubada.
