- Kit por pacienteUm ExoCube e três caixas de tubo por protocolo; área a mais, caixas a mais.
- EquipamentosA centrífuga de rotor basculante e o forno que aquece e resfria, um de cada por clínica.
- RendimentoFiltrar, aquecer e resfriar reduzem o volume: no fim, de 20 a 25 ml de produto de uso.
- Giro de caixaCom retorno a cada 15 dias, uma caixa começa o protocolo de cinco pacientes.
- VendaNúmero redondo, cinco sessões ditas na venda e o resultado como o que faz vender.
- Na clínicaO Michelangelo® é o que mais vende e puxa a clínica; o Renascence® ainda tem método em criação.
- O kit do Renascence® por paciente
Um ExoCube e três caixas de tubo por protocolo, 18 tubos. Mais sangue para a área contratada não se cobra; área a mais, caixas a mais. Duas áreas grandes, como peitoral e abdômen, são dois dias, dois ExoCubes e dois tratamentos.
- Centrífuga e forno, um de cada por clínica
O protocolo pede uma centrífuga de rotor basculante, com o tubo a 90 graus, e o aparelho que aquece e resfria o material no fim. São equipamentos médicos comprados uma vez, tratados como obrigatórios e usados em todos os procedimentos.
- De 20 a 25 ml de produto de uso
O quanto se separa na centrífuga depende da qualidade do sangue e da hidratação do paciente. Filtrar, aquecer e resfriar reduzem o volume, e o preparo termina, em média, com 20 a 25 ml de produto.
- O giro de caixa do Michelangelo®
Com o paciente voltando a cada 15 dias, uma caixa permite fazer a primeira sessão de cinco pacientes, e a caixa seguinte chega em três dias. O uso é decrescente, e o estoque precisa estar alinhado com a entrega para não faltar produto.
- Vender o protocolo, nunca a sessão
Número redondo e cinco sessões ditas já na venda. Vender por sessão é "uma armadilha muito, muito perigosa": com duas sessões, o resultado pode não vir. Não se pode prometer resultado, mas é o resultado que faz vender.
- O Michelangelo® como coluna dorsal da clínica
É o que mais vende e faz a clínica rodar mais: o paciente procura outros serviços e recebe indicações, como nutrólogo e fisioterapia. O Renascence®, criado há seis meses, ainda tem a metodologia em construção.
Das 15:43 às 16:05, e de novo das 16:12 às 16:16, a aula passou da aplicação para a gestão, com perguntas da plateia. O Dr. Lucas Luquetti explicou como monta e cobra o kit do Renascence® por paciente, a Lipocube, fabricante do ExoCube, apresentou os dois equipamentos que ficam na clínica, e foi detalhado quanto produto o preparo rende. Em seguida, ele contou como usou o giro das caixas quando criou o Michelangelo® e por que a venda é sempre do protocolo inteiro. No segundo trecho, falou do papel de cada protocolo na clínica. O primeiro trecho vem logo depois da aplicação do Renascence®; entre os dois ficaram as perguntas clínicas da plateia, reunidas no tema anterior.
O kit do Renascence® por paciente
Na hora de vender o Renascence®, a base que o Dr. Lucas deixa para cada protocolo é um ExoCube e três caixas de tubo. Cada caixa tem seis tubos, e o procedimento leva 18 tubos, ou seja, três kits. O tubo é de 9 ml, com 1 ml de citrato de sódio, que é anticoagulante, e recebe 8 ml de sangue. O ExoCube, a caixinha vermelha mostrada no palco, é um por paciente, por protocolo.
A cobrança segue a área. Se a área contratada, como o abdômen, pede mais sangue, ele retira mais produto e não cobra do paciente, para deixar o resultado mais bonito. Se o paciente quer acrescentar uma área, como o deltoide, as caixas de tubo a mais são cobradas. Duas áreas grandes, como peitoral e abdômen, não cabem num só ExoCube, porque não se retira produto suficiente: são dois dias separados, dois ExoCubes, dois tratamentos e duas cobranças, mesmo quando a equipe da clínica vende os dois juntos.
Dito às 15h44São dois dias separados e são dois cubos e são dois tratamentos.
Centrífuga e forno: um de cada por clínica
Pela Lipocube, fabricante do ExoCube, foi explicado que o Renascence® pede dois equipamentos médicos que não são por paciente: um de cada por clínica, comprados uma vez e reutilizados em todos os procedimentos. Os dois foram tratados como obrigatórios. Foi dito também que a centrífuga do protocolo já tem um padrão para o Renascence® e traz uma economia de tempo chamada de "gigante". Para o movimento do rotor, a imagem usada foi a do chapéu mexicano do parque de diversão.
Rotor basculante, com o tubo a 90 graus; a maioria das centrífugas do mercado tem motor fixo e roda a 45 graus. Como o tubo tem um gel que separa o plasma das hemácias, basta virá-lo de ponta-cabeça e extrair com uma agulhinha, sem precisar de capela.
A maquininha que o Dr. Lucas chama de forno: no fim do processo, ela aquece e resfria o material. É o que faz a transformação do PRP no gel.
Quanto produto o preparo rende
O Dr. Lucas exemplificou, etapa por etapa, como o kit separado para o Renascence® vira produto. Cada etapa reduz um pouco o volume, e o resultado médio, repetido mais de uma vez na conversa, é de 20 a 25 ml de produto de uso: o preenchedor, o ExoFiller.
- Centrifugar: o quanto se separa depende muito da qualidade do sangue e de o paciente estar bem hidratado.
- Puxar o material para seringas de 20 ml e filtrar; um pouco do produto fica no filtro.
- Levar ao aquecimento, que densifica e diminui o volume.
- Levar ao resfriamento, na mesma máquina, que densifica de novo.
- Resultado: de 20 a 25 ml de produto de uso.
A caixa do Michelangelo® e o giro de estoque
Para o Michelangelo®, a necessidade é a caixa do ExoVSlim, da Promoitalia. O uso da caixa é decrescente: na primeira sessão se usa um pouco mais, na segunda um pouquinho menos, depois menos e menos. Por isso é importante o controle: o estoque precisa estar alinhado com a entrega, para não chegar a sessão seguinte, 15 dias depois, sem produto.
O Dr. Lucas contou que, quando criou o Michelangelo®, precisava fazer giro de caixa na clínica, e usou a cascata inflamatória a favor: como o paciente volta a cada 15 dias, não é preciso reservar uma caixa inteira para cada um.
- 1
Fechar cinco protocolos.
- 2
Com uma caixa, fazer a primeira sessão dos cinco pacientes.
- 3
Pedir a caixa seguinte, que chega em três dias.
- 4
Rever os pacientes 15 dias depois, já com produto.
Dito às 16h01Já rotacionei, já trouxe dinheiro pra dentro da clínica.
Vender o protocolo, não a sessão
A clínica vende protocolos. É comum o paciente entrar dizendo que está bem e que quer só uma sessão; a resposta é que não se vende sessão, vende-se o protocolo. Na precificação, o detalhe mais importante é o número redondo. Quando o paciente propõe fazer só duas sessões, o alerta foi direto: vender por sessão é uma armadilha, e assim não se consegue vender o protocolo.
Na hora da venda, já se diz que são cinco sessões, e as cinco são feitas: o paciente vai estar muito feliz na terceira, mas faz a quarta e a quinta. Se ele acha que duas sessões resolvem, essa é a visão dele; aceitar pode significar não chegar a um resultado decente, com o paciente já cobrado e todos infelizes. É melhor entregar o tratamento que já se viu que tem resultado. Por ética, não se pode prometer resultado, mas é o resultado que projeta o nome da clínica e faz vender.
Dito às 16h02Não vendam, isso aí é uma armadilha muito, muito perigosa.
O papel de cada protocolo na clínica
Respondendo a um médico, o Dr. Lucas comparou os dois protocolos na clínica. O Michelangelo® tem uma base científica construída ao longo de muito mais tempo: ele o trabalha há muitos anos, transformou-o num protocolo e hoje ele já é uma marca. O Renascence® foi criado há seis meses, e a metodologia ainda está sendo criada.
O Michelangelo® gasta mais e dá mais trabalho, com mais tempo e acompanhamento, mas tem uma vantagem: a clínica roda mais, porque o paciente também procura outros serviços, como terapia injetável e sobrancelha. Para ele, é o que mais vende. Muitos procuram a clínica pelo Michelangelo® e, às vezes, sem indicação direta, são encaminhados conforme a necessidade (emagrecimento, comorbidade, saúde feminina), por exemplo para nutrólogo e fisioterapia.
Para pacientes de fora, o caminho citado foi fazer a consulta e receber os exames antes, com a consulta cobrada. Se o médico não conseguir atender, pode indicar um mentorado, e a clínica do Dr. Lucas também faz indicações aos colegas.
Ele é o que mais vende. E ele serve como uma coluna dorsal dentro das minhas clínicas.
- P.Dá para fazer o preparo com outra centrífuga?R.O Dr. Lucas disse que não é vendedor e que ia ser muito honesto: eles também fazem PRP, mas o resultado é diferente por causa da angulação, e com outra centrífuga é bem provável perder muito material, como aconteceu com eles quando foram teimosos. Os dois equipamentos do protocolo foram tratados como obrigatórios.
- P.Dá para contabilizar e reservar o produto de cada paciente?R.Sim, junto com a equipe, até a última sessão. As primeiras sessões gastam mais produto, porque o paciente está com mais gordura; na última, usa-se o que já está contabilizado na caixa que ele comprou.
Começa a parte de venda: o kit do Renascence® por paciente.
Peitoral e abdômen: dois dias, dois ExoCubes, dois tratamentos.
Resposta a uma médica: 18 tubos por procedimento, com 8 ml de sangue em cada.
A Lipocube apresenta a centrífuga e o aparelho que aquece e resfria.
O Dr. Lucas responde sobre fazer o preparo com outra centrífuga.
O rendimento do preparo, etapa por etapa.
Venda de protocolo e o uso decrescente da caixa do Michelangelo®.
O giro de caixa na criação do Michelangelo®.
Número redondo e cinco sessões ditas na venda.
O papel do Michelangelo® e do Renascence® na clínica.
Kit em sistema fechado que processa o sangue do próprio paciente e separa um líquido com exossomos. É a base do Renascence®.
A mescla do Michelangelo®: ácido desoxicólico como base, peptídeos, enzimas e linoleato de carnitina numa só ampola, produzida pela Promoitalia.
O líquido do ExoCube densificado em filler, usado para volume e flacidez no lugar do ácido hialurônico, com fatores de crescimento.
A centrífuga em que o tubo fica a 90 graus, usada no preparo do ExoCube.
O motivo do intervalo de 15 dias entre as sessões: o corpo precisa inflamar e desinflamar antes da aplicação seguinte.
Usar o intervalo de 15 dias entre as sessões do Michelangelo® para começar o protocolo de vários pacientes com uma caixa e repor o estoque antes do retorno deles.
Como o Dr. Lucas chama o aparelho que, no fim do preparo do Renascence®, aquece e resfria o material e faz a transformação do PRP no gel. É um por clínica.
