- O anúncioA organização anuncia a marcação no palco, com paciente de verdade, e pede perguntas.
- Antes de marcarA metodologia está no desenho; a queixa guia tudo; umbigo e linha alba ficam livres.
- PalpaçãoA prega define o produto, a margem de segurança fica longe e o bonito é marcado para realçar.
- CânulaUma rede de sustentação: pertuito embaixo, leque para cima, 1 ml por vetor e sem diluir.
- Sessão a sessãoPrimeira sessão global; depois, atuar onde a musculatura aparece e mudar de área.
- Pontos com agulhaPontos a cada 1 cm e dose de 1 a 5 tracinhos na seringa de 1 ml, conforme a prega.
- A metodologia está no desenho
A execução com a mão se aprende rápido, por repetição; o que diferencia o resultado é a marcação. Cada paciente é individual: duas mulheres com a mesma idade, a mesma altura e o mesmo peso muito provavelmente terão marcações diferentes, porque o método é uma forma de pensar, e não uma receita.
- A queixa da paciente orienta o plano
A primeira coisa é perguntar o que mais incomoda e direcionar tudo à resolução dessa queixa. O Dr. Lucas avisou que não conhecia os exames da paciente modelo e que ela não tinha acompanhamento, por isso a marcação foi feita como demonstração.
- Umbigo e linha alba: onde nunca aplicar
Em todo paciente, uma margem em volta do umbigo (ele fala em um centímetro) e a linha alba ficam sem aplicação. "Isso sim é uma receita", disse ele, em contraste com o resto da marcação, que muda de paciente para paciente.
- A prega define a quantidade de produto
A palpação é sempre pela prega: densidade e tamanho mudam a dose. Nos pontos com agulha, a dose vai do 1 ao 5 nos tracinhos da seringa de 1 ml, com mais na prega densa e menos conforme a prega diminui. Com mais de 3 milímetros de prega, já dá para atuar.
- Cânula: entrada embaixo, vetores para cima, 1 ml por vetor
O pertuito fica sempre embaixo da loja e o leque vai sempre para cima, nunca para baixo, para sustentar a pele em vez de fazer a parte de baixo pesar. Cada vetor leva 1 ml, injetado durante o movimento da cânula, sem retroinjeção.
- Toda sessão é um novo paciente
Sem inserções para realçar, a primeira sessão é um tratamento global da região da queixa. A cada retorno ele reavalia, atua onde a musculatura aparece e, quando uma área resolve, passa para outra, como as costas, a gordura do sutiã ou a de cima do joelho.
Primeiro bloco da tarde do dia 1 (31/10), logo depois do almoço. Um apresentador da organização anunciou a marcação ao vivo e passou a palavra ao Dr. Lucas Luquetti, que marcou o abdômen de uma paciente modelo no palco, explicando cada decisão e respondendo a perguntas dos médicos. É a parte prática do Michelangelo®, cuja mescla foi apresentada de manhã, e continua no tema seguinte, com a vista lateral, as costas e as outras regiões do corpo.
O anúncio da marcação ao vivo
Na volta do almoço, enquanto o Dr. Lucas e a paciente modelo chegavam, um apresentador da organização retomou o evento e chamou a marcação de um processo "muito, muito importante". Pediu que os médicos perguntassem o máximo possível e avisou que ela seria feita ali, no palco, com uma paciente de verdade.
Disse que o Dr. Lucas falaria muito sobre isso, porque há quem ache que basta olhar na internet para marcar e ter resultado. Avisou ainda que, depois da marcação, haveria uma conversa sobre como a clínica vende os protocolos, e passou a palavra: "vou deixar vocês com o Dr. Lucas".
Antes de marcar: a queixa, o paciente único e onde nunca aplicar
Com a paciente modelo no palco, mostrando a região que incomoda, o Dr. Lucas abriu dizendo que a marcação é a parte mais importante. A execução com a mão se aprende rápido, por repetição (ele conta que aprendeu "no terceiro paciente"), mas a metodologia está no desenho. Cada paciente é individual: duas mulheres com a mesma idade, a mesma altura e o mesmo peso muito provavelmente terão marcações diferentes.
Em seguida perguntou à paciente qual era a maior queixa, o que ela mudaria se pudesse. A resposta foram os flancos e a região que marca calça, legging e vestido. "A primeira coisa que eu tenho que fazer é ir na queixa dela", resumiu: tudo o que se faz tem que ser direcionado à resolução dessa queixa.
Em todo paciente ficam sem aplicação uma margem em volta do umbigo (ele fala em um centímetro) e a linha alba, a linha medial do abdômen. "Isso sim é uma receita", disse. Em pacientes muito magras, dá até para palpar a linha alba.
Ele avisou que não conhecia os exames da paciente modelo e que ela não tinha acompanhamento: não sabia se ela teria indicação naquele momento, nem para o Michelangelo®. A marcação foi feita como demonstração, focada no que ela apresentava.
Dito às 14h22Existe, de fato, uma forma da gente pensar, e não de seguir, como uma receita.
Palpação, margem de segurança e o que realçar
A marcação do Michelangelo® começa, todas as vezes, pela palpação da prega de gordura: densidade e tamanho mudam a quantidade de produto. O protocolo trabalha com desoxicolato como base, e o Dr. Lucas citou a margem de segurança descrita na literatura, calculada pelo peso, para dizer que a quantidade usada por sessão nunca chega nem perto dela, mesmo usando todo o produto, ou o dobro.
Depois ele marca o que é bonito na paciente, para realçar: onde começa o reto abdominal, as margens e as inserções. No consultório, lembrou, a luz é focada no abdômen, enquanto a do palco é difusa. Num paciente masculino, marcaria todos os pontos que consegue palpar, da musculatura medial aos gominhos, para acentuar as inserções. O sombreamento também conta muito no tratamento.
Por fim, separa em setores a área onde vai atuar. A queixa principal era a gordura do abdômen inferior, que segundo a paciente estava ali havia mais ou menos um ano e meio e voltava toda vez que ela engordava. Para ele, é uma gordura resistente, "velha", que provavelmente vai ser a última a ir embora.
Cânula: entrada embaixo, vetores para cima e 1 ml por vetor
Para o Dr. Lucas, não basta esvaziar, como nas enzimas antigas, em que se fazia um quadriculado e se saía "pipocando um monte de agulhadas". Como a paciente já tem peso abdominal, a ideia é construir uma rede de sustentação, com a parte mecânica e o peptídeo a favor. A palpação vai até a crista ilíaca, o fim do abdômen, para abordar a loja por completo.
O pertuito fica sempre embaixo e a vetorização sempre para cima: o leque pode abrir para um lado ou para o outro, mas nunca para baixo. A explicação está no furo da cânula, na parte superior lateral: o produto se dispersa onde ele fica, então, mesmo que se concentre, continua sustentando para cima, enquanto trabalhar embaixo faria a parte inferior pesar. Entre um vetor e outro ficam de um a um centímetro e meio, até cobrir a loja delimitada na palpação; nesta paciente, três ou quatro vetores.
Cada vetor leva 1 ml: com três vetores, 3 ml. Como uma porção da loja era maior que a outra, ele planejou 3 ml de um lado e 4 ml do outro, porque, segundo ele, a paciente nunca vai ser simétrica. O produto entra durante o movimento da cânula, que fere o tecido de propósito para ele se reconstruir e se regenerar. Ele olha a seringa até chegar ao volume planejado, sem retroinjeção e sem contar 1, 2, 3.
O que foi explicado no palco, reunido num abdômen só.
- Não aplicar: umbigo e linha alba
- Loja: a área de gordura delimitada na palpação
- Vetores da cânula: entrada embaixo, leque para cima
- Crista ilíaca: até onde vai a palpação, para abordar a loja inteira
Perguntado se pode diluir, respondeu que não: diluída com água ou soro, a mescla pode não atuar. A diluição fica para o Renascence®.
A anestesia é um botão no ponto de entrada: quando a pápula sobe, está feita, e já se faz a entrada. No subcutâneo, a paciente sente o movimento e um desconforto mecânico, mas "zero dor", e a mescla não arde como as moléculas usadas antes.
Dito às 14h35Sempre leque localizado para cima, para tentar amarrar.
Sessão a sessão: do tratamento global às outras áreas
Como a paciente modelo não tinha inserções, sombras ou musculatura para acentuar, a distribuição nessa área começa com um tratamento global da região da queixa. Nas sessões seguintes o plano muda: na segunda, se aparecer uma musculatura mais desenhada, ele atua ali; quando uma área já não precisa mais (ele cita a terceira sessão como exemplo), para de atuar ali e vai para outra, com foco nas costas, na gordurinha do sutiã ou na de cima do joelho, conforme elas forem aparecendo.
Numa paciente que já está na terceira sessão, disse, o processo e as marcações mudam completamente. Por isso cada retorno começa com uma nova análise, feita junto com a paciente.
Então, toda sessão vai ser um novo paciente para você atuar.
Pontos com agulha: a dose pela prega
Onde a gordura é difusa, ele usa pontos com agulha, de um centímetro a um centímetro. A palpação é sempre pela prega, e a análise vem do tamanho e da densidade dela. A dose de cada ponto vai "de 001 a 005", do 1 ao 5 nos tracinhos da seringa de 1 ml: "a medição é exata", e é preciso contar mesmo. Segundo ele, a partir de certa quantidade por ponto não há tanta diferença: o que muda é o método.
Na demonstração, a prega densa levaria 5 e a um pouco menor, 4, e a dose vai caindo à medida que a prega diminui ao longo da região. Uma prega muito pequena, mas muito densa, também pode ser tratada: com mais de 3 milímetros de prega, já dá para atuar. Isso se repete em toda a região, palpando o tempo inteiro.
O resultado vem por etapas: faz-se, a prega diminui, faz-se de novo e, quando zera, para-se de atuar ali. Na gordura do sutiã, que a paciente disse não incomodar, ele mostrou mesmo assim como marcaria: pontos com agulha e dose baixa, porque a cânula ali seria muito desconfortável e a região não tem a tendência de flacidez da parte inferior do abdômen.
5 tracinhos432Prega menor
1 tracinho
Dito às 14h40O que muda é o método da utilização.
- P.Por que não abrir o leque para um lado ou para o outro?R.Pode abrir, mas sempre para cima, nunca para baixo: o pertuito fica embaixo e a vetorização, em cima.
- P.Dá para diluir a mescla?R.No Michelangelo®, não: diluída com água ou soro, a mescla pode não atuar. A diluição fica para o Renascence®.
Um apresentador da organização anuncia a marcação ao vivo e pede que os médicos perguntem o máximo possível.
O Dr. Lucas assume a palavra com a paciente modelo no palco.
"A parte mais importante": a execução se aprende por repetição, a metodologia está no desenho.
A paciente diz qual é a maior queixa, e o plano passa a ser direcionado a ela.
Umbigo e linha alba são marcados como áreas onde nunca se aplica.
Palpação da prega, margem de segurança do desoxicolato e marcação do que realçar.
Palpação até a crista ilíaca: pertuito embaixo, leque sempre para cima.
1 ml por vetor, injetado durante o movimento da cânula, sem retroinjeção.
Tratamento global na primeira sessão: "toda sessão vai ser um novo paciente".
Pontos com agulha a cada 1 cm, com a dose contada pela prega na seringa de 1 ml.
A parte mais importante do protocolo. A execução se aprende com repetição; a metodologia está no desenho.
A dobra de gordura palpada. Tamanho e densidade definem a dose de cada ponto. Acima de 3 mm, já dá para atuar.
A linha no meio do abdômen. Junto com a margem em volta do umbigo, é onde nunca se aplica.
Base de todo esvaziador de gordura. Age como detergente biológico e causa a lise dos adipócitos, com uma inflamação proposital.
A gordura antiga, que volta sempre que o paciente engorda e costuma ser a última a sair.
A área de gordura delimitada na palpação, abordada por inteiro pelos vetores da cânula. No abdômen, vai até a crista ilíaca.
O ponto de entrada da cânula, sempre na parte de baixo da loja.
Os vetores da cânula em leque para cima, que sustentam a pele depois do esvaziamento.
Sempre uma flechinha para onde se quer levar. No Michelangelo®, sempre para cima.
Na primeira sessão, quando ainda não há inserções, sombras ou musculatura para acentuar, a atuação na região inteira da queixa; nas sessões seguintes, a marcação passa a seguir o que for aparecendo.

