- Vista lateral e sessõesComeçar onde incomoda; cinco sessões a cada 15 dias, com tempo para o corpo respirar.
- IndicaçãoCereja do bolo: sem paciente regulado não se executa; exames básicos; lipedema dói mais.
- Plano e cinturaA cânula que desliza está no plano certo; a retração manual mostra a cintura possível.
- Volume e planejamento1 ml por vetor; o produto não é infinito; as cinco sessões são planejadas com a paciente.
- Região por regiãoPerguntar a silhueta; costas densas; avaliar a bananinha; joelho e sutiã saem antes.
- Abdômen e flancoPontos mínimos criam sombra nos vincos; abaulados são luz; frente e costas antes de lapidar.
- Cinco sessões, a cada 15 dias
O resultado pode vir na segunda, na terceira ou na quarta sessão. O intervalo de 15 dias deixa a cascata de inflamação acontecer: dá para agilizar, mas ele prefere espaçar, com dieta anti-inflamatória. Se depois da quinta ainda houver o que tratar, indica-se mais um protocolo 15 dias após a última sessão.
- Paciente inflamado ou parado não recebe o protocolo
O protocolo é a cereja do bolo: sem paciente regulado e em processo de emagrecimento, não se executa. Com outro colega acompanhando, conversar com ele e discutir os exames. Bastam exames básicos, como ferro, ferritina e HDL, e checar comorbidades.
- Lipedema: o esvaziamento funciona, mas dói e incha mais
No lipedema, a gordura já está inflamada, é difusa e fica num terceiro espaço, fora do subcutâneo. O processo acontece da mesma forma, mas essa gordura é mais reativa: dói mais, gera mais inchaço, e a paciente precisa ser avisada.
- A cânula tem que deslizar
Numa paciente sem cirurgia prévia nem nodulação, a cânula que desliza está na camada certa. Se ela trava, se a pele faz prega ou se aparece "creque-creque", o plano está errado: retirar e refazer.
- Retração manual e desenho da cintura
Puxar com a mão mostra onde fica a cintura e o que está sobrando. Se a cintura aparece, o Michelangelo® provavelmente chega lá; se nada muda, talvez não seja o momento, e pode ser gordura visceral. Tirar em cima e embaixo ao mesmo tempo deixa a paciente reta e apaga os traços femininos.
- Avaliar tudo, começar pela queixa e planejar com a paciente
O produto não é infinito: avalia-se o corpo todo, começa-se pela queixa principal e decide-se com a paciente o que vem nas cinco sessões. Primeiro frente e costas, depois lapidar onde sobra; antes de tirar a gordura logo abaixo do glúteo, avaliar se ela o sustenta.
Continuação da marcação ao vivo do dia 1 (31/10), com a mesma paciente modelo. Depois da frente do abdômen, o Dr. Lucas Luquetti marcou a vista lateral, as costas e outras regiões do corpo, enquanto respondia a perguntas dos médicos sobre o intervalo entre as sessões, as indicações, os exames, a espessura mínima e o volume de produto. O bloco seguinte passa à sequência entre o Michelangelo® e o Renascence®.
Vista lateral, por onde começar e o ritmo das sessões
Terminada a análise da frente, a paciente modelo virou de lado, com o braço para cima, para a marcação lateral. O Dr. Lucas insistiu em começar a esvaziar e a atuar onde incomoda, "onde bate", e não em locais que nem incomodam a paciente. Logo depois, brincou: "você vai tirando gordura até do dedão".
O protocolo tem cinco sessões, e o resultado pode vir na segunda, na terceira ou na quarta. Se, ao chegar à quinta, ainda houver o que tratar, indica-se mais um protocolo Michelangelo®, começando 15 dias após a última sessão.
Perguntado se as sessões são sempre a cada 15 dias, respondeu que sim. Dá para agilizar o processo, mas ele precisa que a cascata de inflamação aconteça e não sabe o que o paciente faz fora da clínica, como ir a uma festa e se encher de salgadinhos. Por isso espaça um pouco mais, para o corpo "respirar" entre a inflamação e a desinflamação, e orienta dieta anti-inflamatória nesse período.
Dito às 14h45Mas dê um espaço para esse corpo respirar.
Quando não fazer, os exames e o lipedema
O protocolo, lembrou o Dr. Lucas, é a cereja do bolo. Se o paciente não está regulado, não está fazendo nada nem sendo acompanhado por outro profissional num protocolo de emagrecimento, ou está inflamado, ele não executa, porque não vai mudar nada. Se o paciente passa com outro colega, a orientação é conversar com ele e discutir os exames; estando tudo certo, pode-se começar, inclusive no meio do processo, para aumentar a queima.
Sobre os exames, disse que a visão de cirurgia leva a pedir quase tudo, mas não é preciso: vai no básico, como ferro, ferritina e HDL, e olha se há alguma comorbidade e se o paciente está regulado.
No lipedema, lembrou que se lida com um processo crônico. A gordura já está inflamada, é difusa e fica num terceiro espaço, e não no subcutâneo, onde deveria estar. O esvaziamento acontece da mesma forma e funciona, só que essa gordura é mais reativa: dói mais e gera mais inchaço, e a paciente precisa ser avisada. Gestante e, pelo que se ouve, lactante também estão entre os casos em que ele não executa.
Onde há aspecto de casca de laranja, a palpação mostra onde está o maior acometimento, e é ali que se faz o canulamento; com o tratamento, a área vai diminuindo.
A marcação visa resolver tudo, mas não resolve de uma vez: na sessão seguinte, analisa-se o que deu certo, o que não deu e o que precisa ser reabordado.
Se ele estiver inflamado, isso aqui só vai inflamar.
O plano da cânula e o desenho da cintura
Perguntado sobre a espessura mínima, respondeu que acima de 3 milímetros pode atuar de forma tranquila. Na lateral, a cânula entra pelo pertuito, no subcutâneo. Numa paciente sem cirurgia prévia, sem disformia e sem nodulação, se ela desliza, está na camada certa; se encontra algum entrave ou a pele faz prega, ele retira e refaz. "Para ela deslizar, ela tem que estar no tecido correto": um monte de "creque-creque" numa paciente que nem tem nodulação indica plano errado.
Para a cintura, ele mostrou a sombra onde a cintura e a gordura se ligam, algo comum na mulher: a gordura faz uma curva e dá mais volume ao quadril. O homem acumula de outro jeito, na "pochete", o flanco. Com uma retração mecânica manual, ele vê onde fica a cintura e o que está sobrando. Se a cintura aparece, muito provavelmente o Michelangelo® chega lá; se nada muda com a retração, talvez não seja o momento de executar, e pode ser gordura visceral, que precisa de outro tratamento.
De costas, mostrou a gordura que se acumula e uma gordura menor e mais densa, e evitou tirar em cima e embaixo ao mesmo tempo, para não deixar a paciente reta e sem os traços femininos. Onde a prega é extremamente densa, dá para usar bastante produto no esvaziamento; a vetorização vai para cima, com um a um centímetro e meio entre vetores, para amarrar a cintura e deixar a frente mais desenhada. Onde ainda sobra gordura, pontos conforme a prega: 5 onde tem bastante, 4 onde tem um pouco menos, 3 onde tem menos ainda.
Dito às 14h54Se eu tirar em cima e tirar embaixo, eu deixo ela reta.
Volume por vetor, planejamento com a paciente e efeito metabólico
O Dr. Lucas reforçou que é 1 ml por vetor, "não sempre 3 ml". Na loja que ele separou com a mão, três vetores, ou 3 ml, abordavam a loja inteira, sem necessidade de mais um.
Quando um médico somou os volumes (3, 6, 9, 12), ele explicou que estava mostrando "o melhor dos mundos", como se o produto fosse infinito. Na prática, é um planejamento feito com a paciente ao longo das cinco sessões: pode-se marcar e avaliar o paciente por completo sem atuar em tudo, começando pela queixa principal (aqui, a frente) e depois as costas, sugerindo o que deixaria o resultado mais bonito e decidindo junto com ela.
Nesta primeira sessão, disse, não faria o esvaziamento total, para ver como a paciente responde. E lembrou que o processo é metabólico: focando numa área, o emagrecimento também acontece de forma sistêmica, em todas as células, além do efeito mecânico no local.
Perguntado se não faria sustentação também, respondeu que não, porque pesaria: prefere esvaziar numa área e puxar na outra, para fazer a curvinha. Vetorização, lembrou, é sempre uma flechinha para onde se quer levar.
Dito às 14h58Aqui é um mundo ideal. Aqui é produto infinito.
A marcação na modelo: silhueta, costas, glúteo, joelho e braço
Antes de marcar o corpo, ele pergunta a silhueta que o paciente quer. No homem, em geral, cintura reta e dorsal com a cintura escapular mais larga; na mulher, a ampulheta, mas a escolha também é dela, e há quem queira ficar reta. O ideal, disse, é marcar com a paciente só de calcinha.
Nas costas da modelo, a prega era densa, alta e larga, e dava para esvaziar mais do que na frente. Toda vez que se trata a parte posterior, a anterior melhora.
Antes de tirar a gordura logo abaixo do glúteo, avaliar se ela o sustenta: se for bananinha, de fato, tirá-la pode fazer o glúteo despencar. Mesmo depois de avaliar, para garantir, ele faz vetores com cânula, direcionados para o lado e para cima, como uma amarração.
A gordurinha em cima do joelho, que incomoda principalmente as mulheres, e a do sutiã são as primeiras a ir embora, por não serem tão velhas: costumam resolver da segunda para a terceira sessão, às vezes da primeira para a segunda. Ali a aplicação é direta, com agulha; se a área é muito extensa, ele divide e reavalia a prega.
Uma queixa feminina frequente. Ele atua junto ao tríceps, e a região precisa de sustentação: ele separa a loja, ocupa toda ela com a vetorização e usa cânula, para amarrar e criar uma rede de apoio. Na modelo, essa marcação foi didática.
Dito às 15h03Essa é a metodologia. A metodologia é a visão que quero trazer para vocês.
Abdômen e flanco: sombra, luz e cintura
Num abdômen em que os gomos já aparecem, a pontuação serve para criar sombra: ele acentua o vinco e a inserção com quantidades mínimas por ponto. Para quem só quer acentuar o desenho, basta lapidar. As áreas naturalmente abauladas são pontos de luz, e mesmo onde há um pouco mais de gordura ele vai harmonizando, para parecer mais estético. Depois, emagrecer ou ganhar músculo só melhora o resultado, porque a sombra já foi criada.
No flanco, o tratamento é para criar uma cintura. Uma área ali ele não trataria agora, entre outros motivos porque a roupa que a paciente usava apertava e criava uma divisão. A avaliação resolve sempre primeiro a frente e as costas e só depois lapida onde sobra: tratar só embaixo pode deixar aquele "estômago alto".
Dito às 15h08Porque eu já criei essa sombra. Esse processo já está vincado. Isso só vai melhorar.
- P.As sessões são sempre a cada 15 dias?R.Sim, 15 dias. Dá para agilizar, mas ele precisa que a cascata de inflamação aconteça e não sabe o que o paciente faz fora da clínica; por isso espaça um pouco mais e orienta dieta anti-inflamatória no período.
- P.A partir de que espessura dá para atuar?R.Acima de 3 milímetros, de forma tranquila.
- P.A conta do "5, 4" é em unidades da seringa de insulina?R."Simples. Isso." Ele disse que mostraria depois, porque fica mais fácil de entender.
- P.Somando 3 ml por loja, dos dois lados e mais o que foi feito na frente, não vai muito produto só em vetores?R.Ele estava mostrando "o melhor dos mundos", como se o produto fosse infinito. Na prática, foca primeiro na frente e depois nas costas, num planejamento feito com a paciente ao longo das cinco sessões.
- P.Não seria preciso fazer sustentação também?R.Não, porque pesaria: ele prefere esvaziar numa área e puxar na outra, para fazer a curvinha e desenhar melhor o corpo.
- P.A região atrás do ombro não teria que ser feita em vetor?R.Para ele, ali não há necessidade de vetorização, mas quem quiser amarrar pode tentar, "sem problema nenhum": "essa é a metodologia". Lembrou que, para isso, é preciso espaço para movimentar a cânula.
A paciente modelo vira de lado, com o braço para cima, para a marcação lateral.
Cinco sessões; se ainda houver o que tratar, mais um protocolo 15 dias após a última.
Pergunta sobre o intervalo: 15 dias, para a cascata de inflamação acontecer.
"Cereja do bolo": paciente inflamado ou parado não recebe o protocolo.
Exames básicos, comorbidades e o lipedema, que funciona mas dói e incha mais.
Espessura mínima de 3 milímetros e o plano certo da cânula.
Retração manual e desenho da cintura, de lado e de costas.
1 ml por vetor e o planejamento com a paciente ao longo das cinco sessões.
Silhueta desejada, costas, bananinha, joelho, sutiã e braço.
Abdômen com pontos para sombra e luz; flanco e cintura.
O motivo do intervalo de 15 dias entre as sessões: o corpo precisa inflamar e desinflamar antes da aplicação seguinte.
Como ele define o estético: entra por último, quando o corpo está regulado e em processo de emagrecimento.
Gordura já inflamada, difusa e fora do subcutâneo. O esvaziamento funciona, mas dói e incha mais, e a paciente deve ser avisada.
Puxar com a mão para ver onde fica a cintura e o que está sobrando. Se nada muda, pode ser gordura visceral.
Sempre uma flechinha para onde se quer levar. No Michelangelo®, sempre para cima.
A gordura logo abaixo do glúteo. Antes de tirar, avaliar se ela sustenta o glúteo, porque tirá-la pode fazê-lo cair.
A dobra de gordura palpada. Tamanho e densidade definem a dose de cada ponto. Acima de 3 mm, já dá para atuar.
A área de gordura delimitada na palpação, abordada por inteiro pelos vetores da cânula. No abdômen, vai até a crista ilíaca.
O ponto de entrada da cânula, sempre na parte de baixo da loja.
Esperada depois do procedimento. Passa em média em duas semanas, com massagem modeladora, e o paciente deve ser avisado antes.
Os vetores da cânula em leque para cima, que sustentam a pele depois do esvaziamento.
As linhas que separam os gomos do abdômen. Nunca são retas: têm angulação, de gomo a gomo.
A parte mais importante do protocolo. A execução se aprende com repetição; a metodologia está no desenho.

