Arte Suprema Desenvolvido porNobox Group
Todos os temas

Sessões, indicações e regiões do corpo

Na mesma paciente modelo, o Dr. Lucas marcou a vista lateral, as costas e outras regiões e explicou o ritmo das cinco sessões, quando não fazer, o lipedema, o plano da cânula e o desenho da cintura.

Michelangelo® Tema 09 de 16 Sábado, 31/10, 14h43 às 15h10 27 min de fala leitura de 10 min

Torso de mármore sendo esculpido a cinzel
5sessões no protocolo
15 diasde intervalo entre as sessões
1 mlpor vetor, "não sempre 3 ml"
3 mmde espessura: acima disso, atua-se de forma tranquila
Dr. Lucas Luquetticirurgião geral, criador dos protocolos Michelangelo® e Renascence®
Próximo tema
O tema em 6 linhas
  1. Vista lateral e sessõesComeçar onde incomoda; cinco sessões a cada 15 dias, com tempo para o corpo respirar.
  2. IndicaçãoCereja do bolo: sem paciente regulado não se executa; exames básicos; lipedema dói mais.
  3. Plano e cinturaA cânula que desliza está no plano certo; a retração manual mostra a cintura possível.
  4. Volume e planejamento1 ml por vetor; o produto não é infinito; as cinco sessões são planejadas com a paciente.
  5. Região por regiãoPerguntar a silhueta; costas densas; avaliar a bananinha; joelho e sutiã saem antes.
  6. Abdômen e flancoPontos mínimos criam sombra nos vincos; abaulados são luz; frente e costas antes de lapidar.
O essencial
  1. Cinco sessões, a cada 15 dias

    O resultado pode vir na segunda, na terceira ou na quarta sessão. O intervalo de 15 dias deixa a cascata de inflamação acontecer: dá para agilizar, mas ele prefere espaçar, com dieta anti-inflamatória. Se depois da quinta ainda houver o que tratar, indica-se mais um protocolo 15 dias após a última sessão.

  2. Paciente inflamado ou parado não recebe o protocolo

    O protocolo é a cereja do bolo: sem paciente regulado e em processo de emagrecimento, não se executa. Com outro colega acompanhando, conversar com ele e discutir os exames. Bastam exames básicos, como ferro, ferritina e HDL, e checar comorbidades.

  3. Lipedema: o esvaziamento funciona, mas dói e incha mais

    No lipedema, a gordura já está inflamada, é difusa e fica num terceiro espaço, fora do subcutâneo. O processo acontece da mesma forma, mas essa gordura é mais reativa: dói mais, gera mais inchaço, e a paciente precisa ser avisada.

  4. A cânula tem que deslizar

    Numa paciente sem cirurgia prévia nem nodulação, a cânula que desliza está na camada certa. Se ela trava, se a pele faz prega ou se aparece "creque-creque", o plano está errado: retirar e refazer.

  5. Retração manual e desenho da cintura

    Puxar com a mão mostra onde fica a cintura e o que está sobrando. Se a cintura aparece, o Michelangelo® provavelmente chega lá; se nada muda, talvez não seja o momento, e pode ser gordura visceral. Tirar em cima e embaixo ao mesmo tempo deixa a paciente reta e apaga os traços femininos.

  6. Avaliar tudo, começar pela queixa e planejar com a paciente

    O produto não é infinito: avalia-se o corpo todo, começa-se pela queixa principal e decide-se com a paciente o que vem nas cinco sessões. Primeiro frente e costas, depois lapidar onde sobra; antes de tirar a gordura logo abaixo do glúteo, avaliar se ela o sustenta.

Contexto

Continuação da marcação ao vivo do dia 1 (31/10), com a mesma paciente modelo. Depois da frente do abdômen, o Dr. Lucas Luquetti marcou a vista lateral, as costas e outras regiões do corpo, enquanto respondia a perguntas dos médicos sobre o intervalo entre as sessões, as indicações, os exames, a espessura mínima e o volume de produto. O bloco seguinte passa à sequência entre o Michelangelo® e o Renascence®.

Em detalhe
01Vista lateral e sessões

Vista lateral, por onde começar e o ritmo das sessões

Terminada a análise da frente, a paciente modelo virou de lado, com o braço para cima, para a marcação lateral. O Dr. Lucas insistiu em começar a esvaziar e a atuar onde incomoda, "onde bate", e não em locais que nem incomodam a paciente. Logo depois, brincou: "você vai tirando gordura até do dedão".

5sessões no protocolo
15 diasde intervalo entre as sessões

O protocolo tem cinco sessões, e o resultado pode vir na segunda, na terceira ou na quarta. Se, ao chegar à quinta, ainda houver o que tratar, indica-se mais um protocolo Michelangelo®, começando 15 dias após a última sessão.

Perguntado se as sessões são sempre a cada 15 dias, respondeu que sim. Dá para agilizar o processo, mas ele precisa que a cascata de inflamação aconteça e não sabe o que o paciente faz fora da clínica, como ir a uma festa e se encher de salgadinhos. Por isso espaça um pouco mais, para o corpo "respirar" entre a inflamação e a desinflamação, e orienta dieta anti-inflamatória nesse período.

Mas dê um espaço para esse corpo respirar.

Dito às 14h45
02Indicação

Quando não fazer, os exames e o lipedema

O protocolo, lembrou o Dr. Lucas, é a cereja do bolo. Se o paciente não está regulado, não está fazendo nada nem sendo acompanhado por outro profissional num protocolo de emagrecimento, ou está inflamado, ele não executa, porque não vai mudar nada. Se o paciente passa com outro colega, a orientação é conversar com ele e discutir os exames; estando tudo certo, pode-se começar, inclusive no meio do processo, para aumentar a queima.

Sobre os exames, disse que a visão de cirurgia leva a pedir quase tudo, mas não é preciso: vai no básico, como ferro, ferritina e HDL, e olha se há alguma comorbidade e se o paciente está regulado.

No lipedema, lembrou que se lida com um processo crônico. A gordura já está inflamada, é difusa e fica num terceiro espaço, e não no subcutâneo, onde deveria estar. O esvaziamento acontece da mesma forma e funciona, só que essa gordura é mais reativa: dói mais e gera mais inchaço, e a paciente precisa ser avisada. Gestante e, pelo que se ouve, lactante também estão entre os casos em que ele não executa.

01Aspecto de casca de laranja

Onde há aspecto de casca de laranja, a palpação mostra onde está o maior acometimento, e é ali que se faz o canulamento; com o tratamento, a área vai diminuindo.

02Reavaliar a cada sessão

A marcação visa resolver tudo, mas não resolve de uma vez: na sessão seguinte, analisa-se o que deu certo, o que não deu e o que precisa ser reabordado.

Se ele estiver inflamado, isso aqui só vai inflamar.

Dito às 14h46
03Plano e cintura

O plano da cânula e o desenho da cintura

Perguntado sobre a espessura mínima, respondeu que acima de 3 milímetros pode atuar de forma tranquila. Na lateral, a cânula entra pelo pertuito, no subcutâneo. Numa paciente sem cirurgia prévia, sem disformia e sem nodulação, se ela desliza, está na camada certa; se encontra algum entrave ou a pele faz prega, ele retira e refaz. "Para ela deslizar, ela tem que estar no tecido correto": um monte de "creque-creque" numa paciente que nem tem nodulação indica plano errado.

3 mmde espessura: acima disso, atua-se de forma tranquila

Para a cintura, ele mostrou a sombra onde a cintura e a gordura se ligam, algo comum na mulher: a gordura faz uma curva e dá mais volume ao quadril. O homem acumula de outro jeito, na "pochete", o flanco. Com uma retração mecânica manual, ele vê onde fica a cintura e o que está sobrando. Se a cintura aparece, muito provavelmente o Michelangelo® chega lá; se nada muda com a retração, talvez não seja o momento de executar, e pode ser gordura visceral, que precisa de outro tratamento.

De costas, mostrou a gordura que se acumula e uma gordura menor e mais densa, e evitou tirar em cima e embaixo ao mesmo tempo, para não deixar a paciente reta e sem os traços femininos. Onde a prega é extremamente densa, dá para usar bastante produto no esvaziamento; a vetorização vai para cima, com um a um centímetro e meio entre vetores, para amarrar a cintura e deixar a frente mais desenhada. Onde ainda sobra gordura, pontos conforme a prega: 5 onde tem bastante, 4 onde tem um pouco menos, 3 onde tem menos ainda.

Se eu tirar em cima e tirar embaixo, eu deixo ela reta.

Dito às 14h54
04Volume e planejamento

Volume por vetor, planejamento com a paciente e efeito metabólico

O Dr. Lucas reforçou que é 1 ml por vetor, "não sempre 3 ml". Na loja que ele separou com a mão, três vetores, ou 3 ml, abordavam a loja inteira, sem necessidade de mais um.

1 mlpor vetor, "não sempre 3 ml"

Quando um médico somou os volumes (3, 6, 9, 12), ele explicou que estava mostrando "o melhor dos mundos", como se o produto fosse infinito. Na prática, é um planejamento feito com a paciente ao longo das cinco sessões: pode-se marcar e avaliar o paciente por completo sem atuar em tudo, começando pela queixa principal (aqui, a frente) e depois as costas, sugerindo o que deixaria o resultado mais bonito e decidindo junto com ela.

Nesta primeira sessão, disse, não faria o esvaziamento total, para ver como a paciente responde. E lembrou que o processo é metabólico: focando numa área, o emagrecimento também acontece de forma sistêmica, em todas as células, além do efeito mecânico no local.

01Esvaziar de um lado, puxar do outro

Perguntado se não faria sustentação também, respondeu que não, porque pesaria: prefere esvaziar numa área e puxar na outra, para fazer a curvinha. Vetorização, lembrou, é sempre uma flechinha para onde se quer levar.

Aqui é um mundo ideal. Aqui é produto infinito.

Dito às 14h58
05Região por região

A marcação na modelo: silhueta, costas, glúteo, joelho e braço

Antes de marcar o corpo, ele pergunta a silhueta que o paciente quer. No homem, em geral, cintura reta e dorsal com a cintura escapular mais larga; na mulher, a ampulheta, mas a escolha também é dela, e há quem queira ficar reta. O ideal, disse, é marcar com a paciente só de calcinha.

Nas costas da modelo, a prega era densa, alta e larga, e dava para esvaziar mais do que na frente. Toda vez que se trata a parte posterior, a anterior melhora.

01Abaixo do glúteo: a bananinha

Antes de tirar a gordura logo abaixo do glúteo, avaliar se ela o sustenta: se for bananinha, de fato, tirá-la pode fazer o glúteo despencar. Mesmo depois de avaliar, para garantir, ele faz vetores com cânula, direcionados para o lado e para cima, como uma amarração.

02Joelho e sutiã: as primeiras a sair

A gordurinha em cima do joelho, que incomoda principalmente as mulheres, e a do sutiã são as primeiras a ir embora, por não serem tão velhas: costumam resolver da segunda para a terceira sessão, às vezes da primeira para a segunda. Ali a aplicação é direta, com agulha; se a área é muito extensa, ele divide e reavalia a prega.

03Braço: amarrar junto ao tríceps

Uma queixa feminina frequente. Ele atua junto ao tríceps, e a região precisa de sustentação: ele separa a loja, ocupa toda ela com a vetorização e usa cânula, para amarrar e criar uma rede de apoio. Na modelo, essa marcação foi didática.

Essa é a metodologia. A metodologia é a visão que quero trazer para vocês.

Dito às 15h03
06Abdômen e flanco

Abdômen e flanco: sombra, luz e cintura

Num abdômen em que os gomos já aparecem, a pontuação serve para criar sombra: ele acentua o vinco e a inserção com quantidades mínimas por ponto. Para quem só quer acentuar o desenho, basta lapidar. As áreas naturalmente abauladas são pontos de luz, e mesmo onde há um pouco mais de gordura ele vai harmonizando, para parecer mais estético. Depois, emagrecer ou ganhar músculo só melhora o resultado, porque a sombra já foi criada.

No flanco, o tratamento é para criar uma cintura. Uma área ali ele não trataria agora, entre outros motivos porque a roupa que a paciente usava apertava e criava uma divisão. A avaliação resolve sempre primeiro a frente e as costas e só depois lapida onde sobra: tratar só embaixo pode deixar aquele "estômago alto".

Porque eu já criei essa sombra. Esse processo já está vincado. Isso só vai melhorar.

Dito às 15h08
Perguntas da plateia
  1. P.As sessões são sempre a cada 15 dias?
    R.Sim, 15 dias. Dá para agilizar, mas ele precisa que a cascata de inflamação aconteça e não sabe o que o paciente faz fora da clínica; por isso espaça um pouco mais e orienta dieta anti-inflamatória no período.
  2. P.A partir de que espessura dá para atuar?
    R.Acima de 3 milímetros, de forma tranquila.
  3. P.A conta do "5, 4" é em unidades da seringa de insulina?
    R."Simples. Isso." Ele disse que mostraria depois, porque fica mais fácil de entender.
  4. P.Somando 3 ml por loja, dos dois lados e mais o que foi feito na frente, não vai muito produto só em vetores?
    R.Ele estava mostrando "o melhor dos mundos", como se o produto fosse infinito. Na prática, foca primeiro na frente e depois nas costas, num planejamento feito com a paciente ao longo das cinco sessões.
  5. P.Não seria preciso fazer sustentação também?
    R.Não, porque pesaria: ele prefere esvaziar numa área e puxar na outra, para fazer a curvinha e desenhar melhor o corpo.
  6. P.A região atrás do ombro não teria que ser feita em vetor?
    R.Para ele, ali não há necessidade de vetorização, mas quem quiser amarrar pode tentar, "sem problema nenhum": "essa é a metodologia". Lembrou que, para isso, é preciso espaço para movimentar a cânula.
Linha do tempo
  1. A paciente modelo vira de lado, com o braço para cima, para a marcação lateral.

  2. Cinco sessões; se ainda houver o que tratar, mais um protocolo 15 dias após a última.

  3. Pergunta sobre o intervalo: 15 dias, para a cascata de inflamação acontecer.

  4. "Cereja do bolo": paciente inflamado ou parado não recebe o protocolo.

  5. Exames básicos, comorbidades e o lipedema, que funciona mas dói e incha mais.

  6. Espessura mínima de 3 milímetros e o plano certo da cânula.

  7. Retração manual e desenho da cintura, de lado e de costas.

  8. 1 ml por vetor e o planejamento com a paciente ao longo das cinco sessões.

  9. Silhueta desejada, costas, bananinha, joelho, sutiã e braço.

  10. Abdômen com pontos para sombra e luz; flanco e cintura.

Termos
Cascata de inflamação

O motivo do intervalo de 15 dias entre as sessões: o corpo precisa inflamar e desinflamar antes da aplicação seguinte.

Cereja do bolo

Como ele define o estético: entra por último, quando o corpo está regulado e em processo de emagrecimento.

Lipedema

Gordura já inflamada, difusa e fora do subcutâneo. O esvaziamento funciona, mas dói e incha mais, e a paciente deve ser avisada.

Retração manual

Puxar com a mão para ver onde fica a cintura e o que está sobrando. Se nada muda, pode ser gordura visceral.

Vetorização

Sempre uma flechinha para onde se quer levar. No Michelangelo®, sempre para cima.

Bananinha

A gordura logo abaixo do glúteo. Antes de tirar, avaliar se ela sustenta o glúteo, porque tirá-la pode fazê-lo cair.

Prega

A dobra de gordura palpada. Tamanho e densidade definem a dose de cada ponto. Acima de 3 mm, já dá para atuar.

Loja

A área de gordura delimitada na palpação, abordada por inteiro pelos vetores da cânula. No abdômen, vai até a crista ilíaca.

Pertuito

O ponto de entrada da cânula, sempre na parte de baixo da loja.

Nodulação

Esperada depois do procedimento. Passa em média em duas semanas, com massagem modeladora, e o paciente deve ser avisado antes.

Rede de sustentação

Os vetores da cânula em leque para cima, que sustentam a pele depois do esvaziamento.

Inserções

As linhas que separam os gomos do abdômen. Nunca são retas: têm angulação, de gomo a gomo.

Marcação

A parte mais importante do protocolo. A execução se aprende com repetição; a metodologia está no desenho.

Mais temas de Michelangelo®