- Ordem dos protocolosUm inflama, o outro regenera: feitos juntos, os processos se confundem.
- IndicaçãoGordura pede Michelangelo®; no modelo seco do palco, os dois cabiam e valia o gosto dele.
- Pós e resultadoTreino liberado no Michelangelo®, três dias sem treinar abdômen no Renascence®.
- VisagismoA luz com o paciente em pé, mais volume embaixo e o desenho a partir da linha alba.
- Desenho dos gomosInserções em ângulo, sombra sem produto e o desenho testado em movimento e no espelho.
- Michelangelo® inflama, Renascence® regenera
O Michelangelo® é inflamatório e o Renascence®, regenerativo. Feitos juntos, segundo o Dr. Lucas, os processos se confundem e nada funciona. Por isso os dois entram em sequência, nunca na mesma sessão.
- Quando passar ao Renascence®
No Michelangelo®, a quantidade de produto começa alta e depois diminui; quando diminui, parte-se para o desenho com o Renascence®. No modelo do palco, seco e sem flacidez, os dois cabiam, e a escolha seguia o gosto dele.
- O pós de cada protocolo
Depois do Michelangelo®, o paciente pode sair do consultório e treinar. Depois do Renascence®, são três dias sem treinar abdômen; andar e correr estão liberados, desde que não se deforme a área tratada.
- Retração aos poucos ou resultado na hora
No Michelangelo®, a retração buscada pode aparecer na segunda, na terceira ou na quarta sessão, e o médico vai observando o processo. No Renascence®, o resultado aparece logo na aplicação, e um erro também.
- O desenho começa pela linha alba
Todo abdômen se insere na linha alba, e o desenho parte dela, com um espaçamento de quase dois centímetros sem produto para não marcá-la. O peso do músculo é sempre inferior: a maior área a preencher é a de baixo.
- Desenho conferido em movimento e no espelho
As inserções são marcadas com angulação, de gomo a gomo. Depois, o paciente se levanta, contrai, gira e faz pose; se o desenho não acompanha a anatomia, refaz-se. É a etapa que mais toma tempo, e termina com o resultado combinado diante do espelho.
Na tarde do dia 1, das 15:10 às 15:26, o Dr. Lucas Luquetti seguiu a demonstração no palco com um modelo masculino de abdômen seco e sem flacidez, respondendo a perguntas da plateia. Explicou por que o Michelangelo® e o Renascence® entram em sequência, como escolher entre os dois e o que muda no pós e no tempo do resultado. Depois desenhou os gomos do modelo a partir da linha alba e conferiu o desenho com ele em movimento e diante do espelho. O bloco vem depois da marcação do Michelangelo® numa modelo e prepara a aplicação do Renascence®, que é o tema seguinte.
Michelangelo® e Renascence® em sequência
Com o modelo no palco, o Dr. Lucas explicou por que os dois protocolos não se misturam. O Michelangelo® é inflamatório e o Renascence® é regenerativo; se os dois forem feitos ao mesmo tempo, os processos se confundem e nada funciona. Por isso eles entram em sequência, nunca na mesma sessão.
A ordem acompanha o próprio Michelangelo®: a quantidade de produto começa alta e depois diminui, e quando ela diminui dá para partir para o desenho com o Renascence®. Foi o caso de um paciente que fechou os dois protocolos na clínica e, depois das sessões do Michelangelo®, seguiu para o Renascence®.

- O processo
- Inflamatório
- No pós
- O paciente pode sair do consultório e treinar
- O resultado
- A retração pode aparecer na 2ª, na 3ª ou na 4ª sessão

- O processo
- Regenerativo
- No pós
- Três dias sem treinar abdômen
- O resultado
- Aplica e já vê o resultado; um erro também aparece na hora
Michelangelo é inflamatório. O processo do Renascence é regenerativo. Se eu faço os dois, eles vão confundir, e aí nada vai funcionar.
Como escolher entre os dois protocolos
O modelo não tinha flacidez, e a musculatura era fácil de localizar: onde se define o reto abdominal, onde termina o flanco e onde começa o oblíquo. Para o Dr. Lucas, isso torna o Renascence® fácil de fazer e indicado nesse caso. O Michelangelo® também cabe, mas, como o modelo é mais seco, a quantidade de produto por ponto seria mínima e o produto sobraria.
A escolha entre os dois, segundo ele, depende do gosto do paciente: tirar primeiro a gordura, com o Michelangelo®, ou ir direto ao desenho dos gomos, com o Renascence®.
Quando a queixa é gordura, como no flanco, ou quando o paciente quer ver antes como fica com ele.
No modelo do palco, seco e sem flacidez: querendo o desenho já, com os gomos marcados, o Renascence® cabia facilmente.
O pós e o tempo do resultado em cada protocolo
Os dois protocolos também se separam no pós. Depois do Michelangelo®, o paciente pode sair do consultório e treinar; o Dr. Lucas sugere marcar de manhã. Depois do Renascence®, são três dias sem treinar abdômen. O resto, como andar e correr, está liberado: o cuidado é só não deformar a área onde se aplicou.
O tempo do resultado também muda. No Michelangelo®, a retração buscada pode aparecer na segunda, na terceira ou na quarta sessão, e o médico vai observando o processo. No Renascence®, ele aplica e já vê o resultado; se houver erro, ele também aparece na hora.
Luz, peso do músculo e linha alba
Antes de desenhar, o Dr. Lucas lembrou que o visagismo atua com força: para melhorar o paciente, é preciso pensar em como a luz incide e em como ele fica em pé, ao natural. O desenho não pode virar "quadrados gigantes", que ficam horríveis.
Entre as imagens projetadas apareceu o caso de uma paciente que já treinava havia bastante tempo, sem chegar àquela definição, e fez preenchimento do abdômen com ácido hialurônico. Dá para preencher de várias formas, mas é preciso trazer naturalidade. Para isso, o desenho respeita a anatomia de cada músculo, com inserção, pico e limite. O peso muscular é sempre inferior, então a maior área a ser preenchida é sempre a de baixo.
Todo abdômen se insere na linha alba, e o desenho começa sempre por ela. Junto à linha fica um espaçamento de quase dois centímetros sem produto, para não marcá-la; segundo ele, os produtos "vão acabar se encontrando".
Dito às 15h21Peso muscular, sempre inferior. Então, a maior área a ser enchida é sempre inferior.
O desenho dos gomos e a conferência com o paciente
Com o modelo contraindo o abdômen, ele marca as inserções, que nunca são retas: sempre há uma angulação, de gomo a gomo. Na palpação, separa o que é músculo do que são os arcos da costela, marca até onde vai o abdômen e separa a área do peitoral, o que ajuda a saber onde o abdômen termina. O que é marcado como sombra não leva produto, e as inserções musculares são preservadas; à parte, ele marca o limite de onde pode usar produto e o formato de cada gomo.
Depois vem a conferência, a etapa que mais toma tempo com o paciente. Diante do espelho, o médico combina o resultado: se o desenho agrada, se faz sentido, se é isso que o paciente quer e o que ele quer a mais. Dá para criar também a "entradinha".
- 1
Pedir que o paciente se levante e contraia o abdômen.
- 2
Pedir que gire e faça pose, puxando braço e abdômen.
- 3
Ver se o desenho acompanhou a anatomia; se um gomo subiu e outro desceu, refazer.
- 4
Levar ao espelho e combinar o resultado com o paciente.
Dito às 15h25Isso daqui é o que leva mais tempo com o meu paciente.
- P.Se esse modelo chegasse hoje à clínica, a indicação seria o Renascence® ou primeiro o Michelangelo®?R.Depende do gosto dele. Se a queixa é a gordura do flanco, ou se ele quer ver antes como ficaria, começa-se pelo Michelangelo®. Se quer o desenho já, com os gomos, o caminho é o Renascence®. Os dois cabem nesse caso; no Michelangelo®, como ele é mais seco, a quantidade de produto seria mínima.
Um modelo masculino sobe ao palco para o desenho do abdômen.
Michelangelo® inflamatório, Renascence® regenerativo: os dois não entram na mesma sessão.
Pergunta da plateia sobre o que indicar se o modelo chegasse hoje à clínica.
O pós: treino liberado no Michelangelo®, três dias sem treinar abdômen no Renascence®.
Retração ao longo das sessões no Michelangelo®, resultado na hora no Renascence®.
Visagismo: a luz e o paciente em pé, ao natural.
Linha alba: o desenho começa por ela, com quase dois centímetros sem produto.
Marcação das inserções dos gomos, sempre com angulação.
Conferência do desenho em movimento e diante do espelho.
O uso conjunto dos dois protocolos: o Michelangelo® seca e revela a anatomia, o Renascence® desenha.
Pensar o corpo em luz e sombra: volumizar o que deve aparecer e trabalhar sulcos para criar sombra.
A linha no meio do abdômen. Junto com a margem em volta do umbigo, é onde nunca se aplica.
As linhas que separam os gomos do abdômen. Nunca são retas: têm angulação, de gomo a gomo.
A parte mais importante do protocolo. A execução se aprende com repetição; a metodologia está no desenho.
