- Por que o glúteoO emagrecimento mudou os corpos, e o glúteo virou o novo rosto da estética.
- Perfis de pacienteMulheres do dia a dia, em geral com 35 anos, e septos que se soltam em vez de encher.
- A mesclaOs ativos que ela usava separados, reunidos numa caixa: fase 1 de bioestímulo, fase 2 muscular.
- Os cinco pilaresMescla, bioestimulador, ácido hialurônico, estímulo muscular e tecnologias, por avaliação.
- Casos e volumesOs volumes usados em cada caso, o limite para fazer tudo junto e o vídeo da técnica de torre.
- Nem tudo é hialurônicoA prega infraglútea revela a flacidez, e a caixa vira produto para a paciente.
- O glúteo depois do emagrecimento
Para Priscila, o glúteo é hoje uma das maiores demandas estéticas e "o novo rosto da estética": o emagrecimento "mudou os corpos" e tira volume de uma região muito apreciada. Às queixas de volume se somam flacidez, celulite e contorno, com causas como envelhecimento, compressão de ficar sentado, alterações hormonais e septos fibrosos.
- A mescla em caixa, em duas fases
A mescla nasceu de uma sugestão do Dr. Lucas: reunir numa caixa os ativos que ela usava separados. A fase 1 traz bioestimulador, precursores de colágeno, nutriativos, aminoácidos e peptídeos; a fase 2 é intramuscular, de suporte metabólico muscular, com agulha 22G a cada 15 dias. Por isso a caixa tem quatro ampolas intramusculares.
- A mescla como base e o preenchedor como cereja do bolo
A mescla é a base de qualquer procedimento, "como a estrutura de um prédio", e já mostra resultado no pós-imediato, que ela atribui a um peptídeo da composição. O preenchedor, como diz o Dr. Lucas, é a cereja do bolo e a parte mais cara. Assim se entrega ao paciente um protocolo fechado.
- Os cinco pilares do protocolo
Mescla, a base de tudo; bioestimulador de colágeno à parte, como hidroxiapatita ou PLLA, quando a flacidez é grande; ácido hialurônico, escolhido pela camada; estímulo muscular, porque "não tem como atender paciente que não treina"; e tecnologias complementares. Quais pilares usar depende da avaliação individual.
- Volume por sessão e fracionamento
Até "40, 60 ml", ela faz mescla, bioestimuladores e preenchimento na mesma sessão; acima disso, fraciona, para não provocar uma cascata inflamatória muito grande. Em volumes grandes, como 160 ml numa sessão, não usa tudo com lidocaína, pelo risco de taquicardia e mal-estar.
- Celulite fibrosa: soltar, não encher
Celulite fibrosa não é caso de enchimento: os septos precisam ser soltos, em geral em mais de uma sessão, por causa da equimose. Septo é só com agulha, porque a cânula tem ponta romba; na técnica de torre, a cânula projeta e solta aderências ao ser puxada. "Nem tudo é o ácido hialurônico."
Bloco do fim da tarde de sábado, 31 de outubro, das 16:59 às 17:24, com perguntas da plateia. A convidada Priscila de Sá, farmacêutica e criadora do Michelangelo Glúteos, mostrou por que o glúteo virou uma das maiores demandas depois do emagrecimento, a mescla em caixa com duas fases, os cinco pilares do protocolo, casos com os volumes usados e o vídeo da técnica de torre. Veio logo depois do Face de Davi, que levou ao rosto o cuidado com quem emagrece; aqui, a região é o glúteo.
Por que o glúteo e as causas da perda de forma
Chamada ao palco como convidada, Priscila de Sá se apresentou como farmacêutica, especialista em estética avançada e em nutrição ortomolecular, pós-graduada em nutracêutica clínica e criadora do protocolo Michelangelo Glúteos, com o qual trabalha desde 2023. Ela vê uma alta demanda pela harmonização corporal, e o glúteo merece, nas palavras dela, um carinho especial, porque as mulheres procuram muito, principalmente depois do emagrecimento: o emagrecimento "mudou os corpos", e quem emagrece acaba perdendo volume numa região muito apreciada.
Para mostrar que a beleza do glúteo atravessa séculos, ela percorreu a história da arte: a estatueta de Willendorf, ligada à fertilidade, à abundância e à maternidade; a Vênus Calipígia, a Afrodite "de belas nádegas", da Grécia Antiga; e o Davi da Itália renascentista, com um corpo todo definido. Hoje, disse, a arte deu lugar à ciência, que consegue entregar belos corpos, verdadeiras esculturas, não só no abdômen e nos braços, mas também nos glúteos.
O glúteo é hoje uma das maiores demandas estéticas. Além do volume, as pacientes se queixam de flacidez, celulite, imperfeições de contorno e do pós-emagrecimento. Entre as causas, ela citou o envelhecimento (aos 40 anos, "tudo começa a derreter"), a compressão mecânica de ficar sentado, que gera flacidez, a obesidade e as alterações hormonais, e as características anatômicas femininas, com septos fibrosos mais evidentes e uma distribuição específica de gordura, que tornam mais difícil manter o glúteo harmônico com o passar do tempo.
É o novo rosto da estética.
Os perfis de paciente e a celulite fibrosa
As pacientes que ela recebe, disse, são as do cotidiano, não as musas do carnaval: mulheres, em geral com 35 anos, que fazem a maior procura e levam uma vida corrida, entre trabalho e filhos. Ela mostrou três perfis comuns no consultório.
Na celulite fibrosa, a queixa é real e não é caso de enchimento: é preciso soltar os septos, em geral em mais de uma sessão, junto com o bioestímulo, em que o estímulo de colágeno leva os fibroblastos a formar uma malha. Ela prefere fazer o descolamento em sessões, porque dá equimose e fica muito roxo. No caso mostrado, com 30 dias e com 60 dias, a paciente já estava feliz com o resultado e não tinha mais os septos marcando a roupa.
Para ela, aqui o objetivo é tratar, e não "inflar": o protocolo entra com a mescla, pensando em longevidade, em envelhecer bem, com volume e contorno bonitos.
Com ptose, celulite e um pouco de lipedema, pede tratamento em camada muscular, subcutâneo profundo, celulite e qualidade de pele.
Muito comum: a paciente que treina e tem filhos tem volume, mas ele cedeu e ela perdeu projeção. Chega procurando a "curvinha do S".
Dito às 17h05Não é um caso de enchimento, a gente precisa tratar.
A mescla em caixa e as duas fases
Na prática clínica, desde 2023, ela usava o bioestimulador e mandava manipular à parte uma L-carnitina para aplicação intramuscular: ficava tudo separado, sem saber o vencimento. O Dr. Lucas sugeriu fazer uma caixa com todos os ativos que funcionavam para ela, para vender o protocolo pronto, e assim nasceu a mescla do Michelangelo Glúteos, que ela descreve como ortomolecular. Como não haveria prática naquele dia, ela mostrou o vídeo de uma prática da mescla feita num curso anterior.
A caixa traz duas fases. A fase 1 tem bioestimulador, precursores de colágeno, nutriativos, aminoácidos e peptídeos, com a proposta de bioestimulação e suporte ao colágeno, para melhorar a firmeza e a textura do tecido glúteo. A fase 2 é a aplicação intramuscular, de suporte metabólico muscular, com agulha 22G, a cada 15 dias. Daí as quatro ampolas intramusculares da caixa: na primeira sessão ela aplica com cânula no subcutâneo e faz a aplicação intramuscular, e a paciente volta a cada 15 dias, o que permite ver se ela está treinando e conversar sobre outros procedimentos, como o preenchimento com ácido hialurônico.
Já no pós-imediato a mescla mostra resultado, que ela atribui a um peptídeo da composição, com efeito também de volume no glúteo: a paciente sai feliz e passa a considerar o preenchimento. Todo mundo quer longevidade, disse, mas quer sair do consultório vendo resultado, e não com um bioestimulador só, esperando os 90 dias. O preenchedor, como diz o Dr. Lucas, é a cereja do bolo, e a parte mais cara. Assim se entrega ao paciente o protocolo fechado.
Dito às 17h08Essa mescla, ela é a base de qualquer procedimento. Eu falo que é como fazer a estrutura de um prédio, ter uma base firme.
Os cinco pilares do protocolo
O Michelangelo Glúteos não envolve só uma mescla: é uma abordagem em cinco pilares, e a escolha é feita numa avaliação individual. O primeiro é a mescla, a base de tudo. O segundo é o bioestimulador de colágeno à parte, hidroxiapatita ou PLLA, conforme a avaliação: em quem passou por emagrecimento severo, com uma região muito flácida, a quantidade de bioestimulador que vem na embalagem não basta.
O terceiro é o preenchimento com ácido hialurônico. Com tantas opções de preenchedores no mercado, é preciso avaliar a profundidade e escolher o produto, com ou sem lidocaína: num preenchimento de 160 ml numa sessão, por exemplo, não dá para usar tudo com lidocaína, porque a paciente pode ter taquicardia e passar mal, e há opções de preenchedores sem lidocaína. O quarto é o estímulo muscular: há pacientes que vão à clínica semanalmente só para isso, e a própria mescla tem a aplicação intramuscular, com retornos a cada 15 dias que servem também para conferir se a paciente está treinando.
O quinto são as tecnologias, que ela chama de recursos complementares: na clínica dela há a plataforma vibratória, que ajuda na distribuição sistêmica, e a eletroestimulação, para quem tiver, entrega um resultado ótimo. Perguntada sobre quando a paciente pode fazer campo eletromagnético depois de preencher, ela disse que prefere fazer a eletroestimulação antes, no mesmo dia do preenchimento, e que após 15 dias a paciente já pode ir para o tratamento.
Dito às 17h11Gente, não tem como atender paciente que não treina.
Os casos, os volumes por sessão e a técnica de torre
Uma paciente de quase 50 anos foi tratada nos cinco pilares: mescla, bioestimulador à parte, pelo grau severo de flacidez, e preenchimento, com 120 ml feitos em duas etapas de 60 ml. Foram tratadas as camadas muscular e subcutânea, e ela destacou o aspecto da pele. Uma paciente de vinte e poucos anos, que passa o dia sentada, com glúteo "triste", levemente caído e pouca celulite, recebeu mesclas e só 40 ml e já ganhou uma leve projeção na curvinha do S. Numa paciente com mais de 50 anos, sem celulite, ela fez a mescla, o bioestimulador, o PLLA e 60 ml de preenchedor. Em seguida, ela lembrou que a intenção não é mudar o formato anatômico da paciente, mas que dá para arredondar um glúteo quadrado.
Outra paciente de quase 50 anos, com queixa de achatamento, recebeu bioestimulação, mescla e preenchimento para deixar o glúteo mais redondo. Uma paciente que treina muito faz só a mescla com ela, a cada três meses, com a aplicação intramuscular. Num glúteo com imperfeições depois de lipoenxertia, ela fez um descolamento e aplicou a mescla nos pontos super lateral e supermedial, o que já dá efeito de lifting, e deixou o glúteo mais redondo. Numa paciente sem volume, com queixa de flacidez, colocou 40 ml; ao passar a cânula, parecia um vazio, e ela vai voltar para fazer a mescla mais vezes e aumentar a espessura dérmica. Numa paciente com bastante volume que queria aumentar, a opção foi só projetar, com bioestímulo e um pouco de preenchimento.
Sobre fazer tudo de uma vez: no caso dos cinco pilares, fazer tudo junto poderia dar uma cascata inflamatória muito grande, e o tratamento foi feito por partes. O limite, disse, fica em "40, 60 ml": até aí, mescla, bioestimuladores e preenchimento entram na mesma sessão; mais do que isso, ela fraciona. No vídeo de uma demonstração feita para uma marca de preenchedor, em que só pôde usar o preenchedor, ela abre o pertuito com agulha 18G, entra com a cânula, faz a técnica de torre e, ao puxar a cânula, vai soltando as aderências. Na mesma sessão, lembrou, também podem entrar o bioestimulador ou a mescla, finalizando com o preenchimento.
Dito às 17h17Eu faço tudo na mesma sessão. Mais do que isso aí eu fraciono.
Nem tudo é ácido hialurônico: a caixa como produto
No caso da demonstração, com 120 ml, houve projeção na parte superior. Mas, traçando uma linha imaginária no meio do glúteo, a prega infraglútea que ultrapassa essa linha mostra o grau de flacidez, que era grande. Para ela, se o glúteo tivesse sido tratado antes com a mescla e o bioestimulador, o resultado seria muito melhor. As pacientes chegam ao consultório dizendo que querem preencher porque não têm bumbum, e cabe ao profissional conscientizar.
A mescla, disse, funciona como a compra de um produto: o profissional entrega e mostra a caixinha ("essa é a sua caixa, esse é o protocolo"), e a paciente, ao ver um belo resultado, vai querer seguir com o tratamento e fazer outros procedimentos. Aos médicos, lembrou que o paciente que emagreceu com eles, cuidado quando não tinha saúde, já confia neles para fazer tudo. O resultado é imediato: nas aulas práticas dos cursos, todos fazem "uau" quando a paciente levanta. Para ela, é um procedimento seguro, com produtos absorvíveis e biocompatíveis, de rentabilidade elevada, que melhora o ticket médio da clínica.
Dito às 17h20Então é isso: nem tudo é o ácido hialurônico.
- P.No dia do preenchimento, depois de quanto tempo a paciente pode fazer campo eletromagnético?R.Ela prefere fazer a eletroestimulação antes, no mesmo dia do preenchimento. Depois, após 15 dias, a paciente já pode ir para o tratamento.
- P.Dá para fazer tudo imediatamente, na mesma sessão?R.Depende do volume. No caso dos cinco pilares, fazer tudo de uma vez poderia dar uma cascata inflamatória muito grande, e o tratamento foi por partes. Até "40, 60 ml", com mescla e bioestimuladores, ela faz tudo na mesma sessão; mais do que isso, fraciona.
- P.Que preenchedor ela usa?R.Vários, conforme a camada. No plano profundo, como na técnica de torre, prefere um bem reticulado, mais duro, para projetar; na curvinha do S, um pouco mais leve, para não fazer grumos. Não trabalha com uma marca só.
- P.Para os septos fibrosos, ela usa a cânula ou a agulha?R.No momento do preenchimento, a cânula vai soltando as aderências que encontra. Mas septo é só com agulha, com bastante equimose: não há como soltá-los de outra forma, até porque a cânula tem ponta romba e não solta.
- P.O bioestimulador entra antes ou depois de soltar os septos?R.Antes.
Priscila de Sá é chamada ao palco para apresentar o Michelangelo Glúteos.
Ela se apresenta como farmacêutica e criadora do protocolo, com o qual trabalha desde 2023.
A beleza do glúteo na história da arte, de Willendorf ao Davi.
Por que o glúteo: as queixas e as causas da perda de forma.
Três perfis de paciente e a celulite fibrosa.
A mescla em caixa, com duas fases e quatro ampolas intramusculares.
Os cinco pilares do protocolo.
Os casos e os volumes usados em cada um.
O vídeo da técnica de torre, numa demonstração só com preenchedor.
Nem tudo é ácido hialurônico, a caixa como produto e as perguntas da plateia.
O protocolo para glúteos, com uma mescla em duas fases e cinco pilares: mescla, bioestimulador, ácido hialurônico, estímulo muscular e tecnologias.
Celulite com septos fibrosos marcando a pele. Não se resolve com enchimento: os septos precisam ser soltos, com agulha.
A técnica de preenchimento do glúteo com cânula, que projeta e, ao puxar a cânula, solta aderências.
Otimizar a composição e a redução corporal para chegar a um físico equilibrado e saudável, com a parte médica regulada antes.
A caixa com os ativos do protocolo, em duas fases: a fase 1, de bioestimulação e suporte ao colágeno, e a fase 2, intramuscular, de suporte metabólico muscular, aplicada a cada 15 dias. A caixa tem quatro ampolas intramusculares.
Usada como sinal de flacidez: traçada uma linha imaginária no meio do glúteo, a prega que ultrapassa essa linha mostra o grau de flacidez da paciente.
A curva do glúteo vista de lado, onde se busca projeção. Ali ela prefere um preenchedor um pouco mais leve, para não fazer grumos.

