- Primeiro pilarTratar as comorbidades antes: o estético só entra quando o corpo autoriza.
- Segundo pilarTodo procedimento é trauma e inflamação; num corpo já inflamado, o resultado piora.
- Terceiro pilarA beleza não é subjetiva: tratar a queixa, mas entregar a visão do corpo inteiro.
- PosicionamentoDizer quem você é, treinar câmera e palco, achar o nicho e entregar uma experiência.
- MarcaA primeira marca dele, a mais forte e a que o ergueu.
- Harmonização corporalAlém da estética, com a parte médica regulada antes, e os dois protocolos em sequência.
- Primeiro pilar: coerência metabólica
Muitos que procuram o Michelangelo®, do muito obeso a quem só quer lapidar ou tem flacidez, ainda não estão prontos para o estético. Comorbidades como diabetes e dislipidemia são tratadas antes, até o corpo autorizar a cereja do bolo. A coerência metabólica vem primeiro em todo plano que ele cria, e qualquer médico pode atuar assim.
- Segundo pilar: regulação inflamatória
A palavra inflamação foi mal usada por muito tempo, mas todo procedimento causa trauma e inflamação. Se o paciente já está inflamado, o procedimento piora o quadro. Por isso é preciso ter formas de conter a inflamação antes de agregar o estético.
- Terceiro pilar: visão de proporção
Para ele, a beleza não é subjetiva: todo mundo quer gominhos simétricos, mesmo quando a anatomia não permite. O médico trata a queixa que o paciente traz, como um flanco que nunca saiu, mas entrega a visão do corpo inteiro. É essa visão do profissional que o paciente procura; se não, faria com qualquer um.
- Posicionamento e treino
Ele não foi treinado para isso: diante da câmera, mestrado, doutorado e residência desapareciam. Posicionamento é deixar claro ao paciente quem você é, qual é a sua filosofia e o que entrega, e não estudar mais. Falar para a câmera, no palco ou para colegas se aprende treinando.
- Nicho, foco e marca
O nicho dele é quem já emagreceu e tem a "pochetinha" para eliminar, ou quem tem um corpo bom e quer desenho e contorno. Primeiro vem o foco, depois o resto; a entrega vai "numa caixa bonita", como experiência de wellness. Daí nasceu o protocolo, que virou a marca mais forte dele.
- Harmonização corporal e atuação médica
Harmonização vai além da estética: otimizar a composição e a redução corporal para um físico equilibrado e saudável, o que só acontece com atuação médica. Quando se fala em harmonização, hoje se pensa na facial; a proposta da Arte Suprema é levá-la para o corporal, com o Michelangelo® e o Renascence® em sequência.
Segundo bloco da manhã de sábado, 31 de outubro, das 10:28 às 10:44, ainda na parte teórica da palestra do Dr. Lucas Luquetti. Depois de contar como criou a própria metodologia, ele apresentou os três pilares que considera na criação de uma metodologia, válidos para o Michelangelo® e para o Renascence®, e passou ao posicionamento do médico: treino, nicho, experiência e a marca que o protocolo virou. Fechou com o conceito de harmonização corporal e com a esteira de tratamento que une os dois protocolos, ponto de partida da parte científica que vem em seguida.
Coerência metabólica
Ao oferecer o próprio caminho como modelo, o Dr. Lucas apresentou o que entende que precisa haver numa metodologia, a começar pela coerência metabólica. Mesmo num protocolo estético, a atuação médica não pode deixar de existir. Vão procurar o médico para fazer o Michelangelo® pacientes muito diferentes: muito obesos, médios, quem só quer lapidar, quem tem flacidez. Grande parte desse público ainda não está pronta para entrar no estético.
Coerência metabólica é avaliar e ver que está tudo certo: regular a comorbidade e fazer um tratamento fisiologicamente regular, até que o corpo autorize a entrar na cereja do bolo, que é o estético. Se há diabetes, dislipidemia ou qualquer outra coisa a fazer, faz-se antes. Para ele, esse é o bonito da profissão: qualquer médico pode atuar assim, seja cirurgião ou não, trabalhe com estética ou não. Por isso, a coerência metabólica vem primeiro em qualquer plano que ele cria.
Dito às 10h29Eu sei que esse corpo me autoriza a entrar na cereja do bolo, que é o estético.
Regulação inflamatória
A palavra inflamação, disse ele, foi muito mal utilizada durante muito tempo, mas não dá para negar que grande parte do que se vê é inflamação, e ela precisa ser contida. Quando o paciente tem uma comorbidade, é preciso explicar a ele o papel da inflamação: para o Dr. Lucas, o corpo inflamado não emagrece, não define e não funciona no estético.
Tudo o que se faz nessa área é procedimento e causa trauma e inflamação. Se o paciente já está ruim, o procedimento vai piorar o quadro. Por isso é preciso ter formas de conter tudo isso antes de agregar o estético.
Dito às 10h30Se ele já está ruim, a gente vai piorar.
Visão de proporção
O terceiro pilar é a visão de proporção. Para ele, a beleza não é subjetiva, tanto que todo mundo quer gominhos simétricos, mesmo quando a anatomia não permite fazer dessa forma, e o resultado depende muito da proporção que o médico entrega. O paciente chega com uma queixa, como as costas que incomodam ou um flanco que nunca saiu, e essa queixa é tratada; mas o médico precisa entregar a visão inteira da proporção que combina com aquele paciente.
É essa visão do profissional que o paciente procura; se não, faria com qualquer um, de qualquer forma. O exemplo foi o GLP-1, que, felizmente ou infelizmente, virou commodity: todo mundo vende, até o cabeleireiro; o paciente não procura mais o médico para esse tratamento, só quando algo dá errado; e, se o médico oferece na clínica, o paciente acha que ele está vendendo.
A beleza não é subjetiva.
Posicionamento: treino, nicho e experiência
Os pilares, disse ele, contemplam tanto o Michelangelo® quanto o Renascence®. Em seguida, falou de posicionamento, assunto que os participantes ouviriam de muita gente ao longo do dia. Ele mesmo não foi treinado para isso: quando dava o play na câmera, tudo o que tinha estudado, mestrado, doutorado e residência, desaparecia. Avisou que algumas partes científicas seriam mais rebuscadas, mas que a conversa seria um bate-papo, para que os participantes entendessem de onde ele saiu, aonde chegou e por que funciona.
Hoje, estudar mais não é posicionamento: 200 residências, mestrados ou doutorados não colocam o médico na frente. Ele está à frente pelo que fez, inclusive com pacientes conhecidos, que confiaram a ele o tempo, o dinheiro e a imagem que construíram. Quem diz que faz glúteo, facial, lipo de papada e mini-lipo, tudo, não tem foco. Para ele, posicionamento é transformar o que se fala, pensa e é em algo físico, que transborda para fora; daí nasce o protocolo.
Deixar claro ao paciente a sua filosofia e o que você apresenta e entrega, além da especialidade, porque há muitos médicos.
Falar para a câmera, no palco ou para colegas tão ou mais preparados é um desafio toda vez. Não é dom nem talento: é treino.
O dele: quem já emagreceu e tem a "pochetinha" para eliminar, ou quem tem um corpo bom e quer desenho e contorno, gente que o procura no Instagram por escultura corporal. Primeiro o foco; a partir dele, o resto.
Entregar o tratamento "numa caixa bonita", como uma experiência de wellness dentro da clínica.
Dito às 10h37Quando a gente liga uma câmera, sobe num palco, tudo some. Isso é treino.
O Michelangelo® como marca
Das barreiras, das visões e das pesquisas do caminho dele nasceu uma visão, e o protocolo se tornou "uma máquina". O Michelangelo® não é a única marca dele (há clínicas que se chamam de outra forma), mas é a mais forte: além de ser a primeira, foi a que o ergueu. Em congressos, ele já foi anunciado pelo nome do protocolo, e hoje o nome do Dr. Lucas também é reconhecido pelo Michelangelo®. Como a marca o colocou nessa posição, ele usa isso e mostra aos colegas por que é importante.
Dito às 10h40Em congressos eu já fui anunciado como Dr. Michelangelo.
Harmonização corporal e a esteira de tratamento
A visão da metodologia é a harmonização. Depois de citar a lipo HD, que vem da cirurgia plástica, ele definiu a harmonização como um conceito que vai além da estética. O paciente procura o médico por problemas e comorbidades diversos, e deixá-lo mais saudável já é harmonização. O resultado estético também é desejado, mas só acontece se tudo foi regulado, com atuação médica. Para ele, a medicina é a única profissão que pode atuar do pedido de exame ao tratamento, e está perdendo um espaço gigantesco: quando se fala em harmonização, quem vem à cabeça é quem faz harmonização facial, que "lindamente" tomou esse espaço, e não se pode falar mal por isso. A proposta da Arte Suprema é levar a harmonização para o corporal.
Os pacientes vão procurar o médico, na própria clínica, na de um terceiro ou como atuante do protocolo, para queima de gordura localizada; para hipertrofia, porque ao tirar gordura os músculos começam a aparecer, e esse processo de emagrecimento precisa de acompanhamento médico; e para condicionamento físico, numa harmonização até mais atlética, como empresários que, depois do resultado, decidiram fazer Iron Man. São pacientes do grande obeso à lapidação.
Por isso ele trabalha com o Michelangelo® junto com o Renascence®, numa esteira de tratamento, e fazia sentido entregar os dois protocolos aos participantes:
- 1
Tratamento e acompanhamento médico, porque na grande maioria das vezes o paciente chega sem poder fazer um procedimento.
- 2

Michelangelo®, para secar tudo o que precisa ser secado e apresentar a anatomia de que o médico precisa.
- 3

Desenho, com o Renascence®.
Dito às 10h41A harmonização é um conceito, para a gente, que vai além da estética, focando na otimização da composição e redução corporal para alcançar um físico equilibrado e saudável.
Coerência metabólica, o primeiro pilar: tratar antes, até o corpo autorizar o estético.
Regulação inflamatória: todo procedimento é trauma e inflamação.
Visão de proporção: "a beleza não é subjetiva".
O GLP-1 como commodity, e o paciente que procura o médico quando algo dá errado.
Os pilares valem para os dois protocolos; começa o posicionamento.
"Posicionamento não é você estudar mais."
Para quem você serve: o nicho, o foco e o treino para câmera e palco.
O protocolo que virou a marca mais forte dele.
Harmonização corporal: além da estética, com a parte médica regulada antes.
A esteira de tratamento: tratar, secar com o Michelangelo® e desenhar com o Renascence®.
Primeiro pilar: tratar comorbidades como diabetes e dislipidemia antes de qualquer procedimento estético.
Como ele define o estético: entra por último, quando o corpo está regulado e em processo de emagrecimento.
Segundo pilar: todo procedimento causa trauma e inflamação, e num corpo já inflamado o resultado piora.
Terceiro pilar: tratar a queixa do paciente, mas entregar a visão do corpo inteiro.
Otimizar a composição e a redução corporal para chegar a um físico equilibrado e saudável, com a parte médica regulada antes.
O uso conjunto dos dois protocolos: o Michelangelo® seca e revela a anatomia, o Renascence® desenha.
Deixar claro para o paciente quem você é, qual é a sua filosofia e o que você entrega. Não é estudar mais: é treino, e começa por achar o nicho.
